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Vídeo não autorizado desencadeou confrontos na Lousã

Quatro jovens, entre os 15 e os 17 anos, acabaram por ser identificados pela GNR depois de terem agredido outros jovens

Um grupo de 11 jovens deslocou-se na segunda-feira à tarde à Lousã para ajustar contar com três rapazes devido à realização de um vídeo não autorizado onde aparecia uma rapariga, apurou o Diário de Coimbra.

Os jovens, 10 com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos e um com 20 anos, utilizaram o Metrobus para a deslocação de Coimbra até à Lousã e, ao aperceber-se das movimentações, o motorista deu o alerta para as autoridades que algo de anormal se estaria a passar.

Tal como o Diário de Co­imbra noticiou, os jovens dirigiram-se até às imediações de uma escola para concretizar o ajuste de contas e logo aí agrediram um rapaz.

Pouco depois, nas proximidades agrediram mais dois e foram intercetados pelas autoridades.

A GNR da Lousã, em comunicado, esclareceu que «identificou no dia 19 de janeiro quatro jovens, com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos, por ofensas à integridade física, no concelho da Lousã». Nenhum dos rapazes tem referências policiais conhecidas.

A intervenção da GNR ocorreu «na sequência de uma denúncia que dava conta da deslocação de um grupo de jovens provenientes de Coimbra à Lousã, alegadamente para um ajuste de contas com jovens estudantes do concelho. Segundo a informação recolhida, havia ainda a suspeita de que um dos elementos estaria na posse de uma arma de fogo, o que levou à mobilização imediata dos militares para o local», refere na mesma nota.

No decurso da ação, foi possível apurar que três jovens, com idades entre os 15 e os 17 anos, foram vítimas de agressões, sofrendo ferimentos ligeiros, nomeadamente escoriações. As vítimas foram assistidas pelos Bombeiros Municipais da Lousã e posteriormente transportadas para o Hospital Pediátrico de Coimbra.

A GNR identificou quatro suspeitos como autores das agressões e apreendeu uma arma de airsoft, que estaria na posse do grupo. No total, o grupo envolvido seria composto por 11 jovens, sendo apenas um maior de idade, com cerca de 20 anos, sem referências policiais conhecidas. Apesar da ocorrência, não houve detenções, ten­do em conta a idade dos envolvidos. E porque, esclareceu fonte da GNR, apenas os quatro identificados se envolveram nas agressões, os outros elementos do grupo terão até tido um comportamento apaziguador ao verificarem o que ali estava a acontecer.

No âmbito das diligências efetuadas, foram ainda encaminhados dois jovens que tinham sido dados como desaparecidos das casas de acolhimento onde residiam, nos concelhos de Anadia e da Figueira da Foz, e que estavam desaparecidos há alguns dias das instituições.

Ao que apurámos, o objetivo desta viagem era “dar um susto” aos rapazes que filmaram a rapariga, não havendo a pretensão que a situação ganhasse as proporções e o mediatismo que atingiu.

Naquela que foi uma tarde agitada, populares que se aperceberam da situação intervieram no sentido de auxiliar as vítimas e acalmar os ânimos até à chegada das autoridades.
A operação contou com o reforço do Posto Territorial de Miranda do Corvo, do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) e do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) do Destacamen­to Territorial da Lousã, bem como do Destacamento de Intervenção (DI) de Coimbra. Os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial da Lousã.

Janeiro 21, 2026 . 12:22

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