
PSP atenta a fenómeno de tráfico junto a escolas
O fenómeno do tráfico de droga junto ao estabelecimentos de ensino não é novo, é transversal às escolas e ao país. Coimbra não é exceção e as notícias vão dando conta de jovens identificados pelas autoridades que, em articulação com as escolas, estão atentas a esta situação.
Isso mesmo garantiu o comissário Ângelo Afonso, comandante da 2.ª esquadra da PSP de Coimbra, realçando que «a questão do tráfico de droga» é mais real junto dos estabelecimentos do ensino secundário e que as autoridades «não o escondem». «O fenómeno existe, monitorizámos e procuramos combater, mas por vezes extrapolam-se algumas conclusões», afirmou Ângelo Afonso. A provar que esta é uma realidade e que as autoridades estão atentas, estão as apreensões feitas pela polícia na última quinta-feira, na Praça Heróis do Ultramar, entre as escolas secundárias Infanta Dona Maria e Avelar Brotero. «Ontem (quinta-feira) houve apreensões e jovens notificados para a Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência de Coimbra», esclareceu o comissário, aproveitando para explicar que o consumo «não é legal mas não é crime», é sim «uma contra-ordenação».
As autoridades estão muito atentas e a prová-lo estão as muitas ações que vão realizando de forma regular que, refira-se, «muitas vezes não são noticiadas para não se criar alarme social». Neste momento há «vários inquéritos a decorrer» em diversos estabelecimentos de ensino, e é do conhecimento das autoridades que «há jovens a aliciar» outros.
Por isso, Ângelo Afonso destacou o papel preventivo que a PSP pretende ter, em articulação com as equipas da Escola Segura, conselhos diretivos dos estabelecimentos de ensino e com pais e encarregados de educação.
«Fazemos investigação criminal que fazemos de forma rotineira e regular. A polícia não esconde que é uma realidade que existe e que é visível, mas atuamos assim, como outros atores da sociedade também atuam. Por isso, queremos também dizer aos pais que os filhos estão seguros dentro das escolas», disse o comandante.
Em jeito de conclusão Ângelo Afonso, disse ainda que o consumo de haxixe «sempre existiu» e é «cada vez mais aceite pela comunidade». A questão do consumo e do tráfico de droga é «estável», as redes sociais, muitas vezes, é que levam a que a difusão dos acontecimentos façam parecer que são em maior número
Só houve um episódio de aliciamento a uma criança
«Recebemos várias comunicações com pais alarmados com supostas situações de aliciamento de alunos junto às escolas. No entanto, o que conseguimos apurar é que uma criança de 10 anos referiu aos pais é que um indivíduo que seguia numa viatura, parou junto do estabelecimento de ensino, e perguntou se queria boleia». Este esclarecimento do comissário Ângelo Afonso visa “acalmar” pais e encarregados de educação que alarmados com este episódio, levaram a que se tornasse mimético, levando mesmo a afirmar-se que tinha ocorrido noutras escolas e estabelecimentos de ensino particular da cidade. «O que se sabemos é que foi um episódio único», concluiu o comissário. |












