
Santana Lopes quer manter “rota do progresso”
O ato solene de instalação dos órgãos do Município da Figueira da Foz para o mandato 2025-2029 realizou-se ontem no Centro de Artes e Espetáculos. Tem assim início, oficialmente, um novo ciclo autárquico para a cidade que, na verdade, acaba por dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo executivo municipal dos últimos quatro anos.
Liderado por Pedro Santana Lopes, e com Anabela Tabaçó como vice-presidente, o edil tem a novidade de contar com mais um vereador do que no mandato anterior. Assim, Cláudia Rocha junta-se a Manuel Domingues, Olga Brás e Ricardo Silva, em virtude da maioria absoluta nas eleições do passado dia 12, ao alcançar 58,85% dos votos nas urnas.
Do lado da oposição, o PS elegeu dois vereadores (menos dois do que no mandato de 2021-2025), tendo tomado posse como vereadores João Paulo Rodrigues e Rui Carvalheiro. Já o CHEGA terá assento pela primeira vez no executivo municipal da Figueira da Foz com a eleição de Hugo Fresta.
Santana Lopes repetiu o que disse há quatro anos: “objetivo é terminar o mandato com equilíbrio financeiro”
Felicitando os vereadores da oposição, o presidente da Câmara Municipal apelou para que se possa desenvolver um «trabalho profícuo em conjunto» e destacou a importância do equilíbrio financeiro para o mandato que se segue, porque quer manter a Figueira na «rota do progresso», com mais investimento, mais emprego, mais educação, mais saúde e mais segurança. «Os Municípios não vivem do ar ou só das transferências do Estado. Vivem também da rentabilização do seu património e da capacidade de investimento seletivo e da rentabilidade que dele tiram», sublinhou Santana Lopes, dando conta das «dificuldades» sentidas por força do aumento dos custos.
«Repito aqui hoje o que disse há quatro anos. O objetivo deste mandato é terminá-lo com equilíbrio financeiro a nível orçamental. Os investimentos a fazer serão levados a cabo se conseguirmos, como esperamos, com recurso a programas de financiamento europeus ou outros que garantam que não há utilização de verbas do orçamento próprio do Município, porque não o podemos fazer. Temos que ter esta noção, que acaba no próximo ano o PRR», alertou o autarca, indicando que, nesse sentido, têm «muito que trabalhar».
De salientar que a coligação PSD/CDS-PP também conquistou a maioria na Assembleia Municipal, tendo José Duarte Pereira como (re)candidato à presidência. Isto porque, recorde-se, o responsável já desempenha este cargo desde 2009, sendo eleito desde essa data até 2021 pelo PS. Nestas eleições passou para o lado de Santana Lopes e venceu.











