
ULS Coimbra apresenta soluções inspiradoras para todo o SNS
«A Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS), pela sua dimensão, pelos seus profissionais, pelo seu papel académico e pela sua capacidade de inovação, é hoje um laboratório do futuro em matéria de novos modelos de prestação de cuidados, onde se testam soluções que podem inspirar todo o Serviço Nacional de Saúde (SNS)». O “diagnóstico” é do sub-diretor geral da Saúde, Júlio Pedro, apresentado ontem, na sessão solene comemorativa do Dia da ULS Coimbra. Uma data que evoca São Jerónimo, patrono dos Hospitais da Universidade de Coimbra – que a ULS assumiu e estendeu a todas as suas unidades e valências – e um símbolo dos valores da ciência, do servir e do humanismo. O responsável da Direção-Geral de Saúde elogiou a ULS Coimbra como «um marco» na construção de um SNS «mais integrado, próximo e sustentável», apresentando-a como «um parceiro privilegiado para a concretização dos programas prioritários de saúde pública».
ULS assume compromisso de construir o serviço público de saúde do século XXI, que honre o SNS e os seu fundadores
Antes, numa sessão que contou com a presença de representantes das Comunidades Intermunicipais de Coimbra e de Leiria, de todos os responsáveis das escolas de saúde de Coimbra, dos municípios, das fundações e outras entidades da região com responsabilidade na área da saúde, Alexandre Lourenço, presidente do Conselho de Administração da ULS apresentou o “Plano Estratégico 2030”. Um documento que estabelece compromissos, define metas e caminhos e deixa um desafio muito «claro» e «exigente», dirigido a todas as entidades: «que cada instituição aqui representada – autarquias, estabelecimentos de ensino, organizações da sociedade civil e parceiros do setor social – se una a nós na co-construção de um sistema integrado, próximo, digitalmente avançado e preventivo, que coloque a pessoa no centro e o território como unidade de planeamento». Uma visão de futuro que pretende, «aqui, em Coimbra, com todos, construir o serviço público de saúde do século XXI, que honre o SNS e os seus fundadores», afirmou.
Um caminho que assenta numa conceção de que a «governação da saúde é, por definição, colaborativa e orientada ao bem comum», que tem como pilares essenciais «a proximidade, a mobilidade, a coesão territorial e a integração com respostas sociais» encarados como «componentes do próprio cuidado», referiu Alexandre Lourenço, que apresentou os «três compromissos» que balizam esta estratégia.
“Aproximar cuidados” é o primeiro, e representa o compromisso de «levar a rede de serviço ao território», numa alteração de paradigma que substitui o que denominou de «hospitalocentrismo» por uma «abordagem de proximidade», levando os cuidados de saúde ao local de vida das pessoas. Resposta que passa pelo «reforço das equipas comunitárias multidisciplinares», que atuam no território em «articulação estreita com a ação social»; pelo reforço da «hospitalização domiciliária e das redes de cuidados continuados e paliativos» e uma «articulação com as autarquias, para garantir a continuidade e humanização». Esta opção, sublinhou, «é uma exigência do nosso território – diverso, extenso e com assimetrias de acesso – e é um imperativo de equidade, humanização e continuidade. É o caminho da sustentabilidade da resposta pública de saúde», disse ainda.
“Integrar digitalmente” é o segundo “compromisso”, que, no quatro de uma transição assumida do analógico para o digital, aposta no registo de saúde eletrónico acessível em toda a rede, na promoção da telemedicina, telesupervisão e telemonitorização de doentes crónicos, permitindo «melhorar o serviço ao utente», através de ferramentas que tornam «o cuidado mais seguro, mais simples e mais próximo».
O terceiro “compromisso” visa “Orientar para a Prevenção”, o que significa «inverter o padrão reativo» e a orientação de recursos e incentivos para a «promoção da saúde e a prevenção da doença», através do reforço dos cuidados primários, da saúde pública e comunitária, dos rastreios e intervenções de proximidade, num trabalho que envolve escolas, universidade, autarquias, organizações da sociedade civil. «Prevenir é cuidar melhor e gerir melhor», concluiu Alexandre Lourenço.











