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Simulou rapto para extorquir dinheiro aos pais

Homem de Leiria simulou rapto dizendo que estava em perigo na Figueira da Foz e se os pais não pagassem 69 mil euros pelo resgate seria morto

Uma dívida de perto de 20 mil euros relacionada com o consumo de droga levou um homem de Leiria a simular o próprio rapto, exigindo aos pais, um casal de empresários da área da restauração, o pagamento de um elevado resgate em troca da sua vida. Alertada pela família, a Polícia Judiciária colocou-se no terreno e em poucas horas localizou a vítima, e mais ainda, percebeu que era tudo um embuste. Com a investigação em curso, o homem, de 33 anos, foi agora constituído arguido por ter simulado o crime num quadro de dívidas relacionadas com o consumo de estupefacientes, requerendo aos familiares o pagamento do resgate.
O inquérito foi agora concluído e remetido ao Ministério Público no DIAP de Leiria, mas a situação foi registada a 24 de agosto, quando o indivíduo de Leiria, que se encontrava nesse dia em Vieira de Leiria, simulou o rapto dizendo que tinha sido levado para a Figueira da Foz, onde nunca chegou a estar. De acordo com fonte da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, o homem estava a mandar mensagens do próprio telemóvel aos pais, onde exigia o pagamento de cerca de 69 mil euros para o libertarem. «Caso contrário, dizia que o matavam», conta fonte da PJ. «Chegou a falar com os pais a chorar a pedir ajuda e a dizer que o iam atiram ao rio na Figueira da Foz», revela a mesma fonte.
Várias valências da PJ e da Polícia de Segurança Pública colocaram-se de imediato no terreno e foram localizar o homem umas horas depois, na madrugada desse mesmo dia, na cidade de Leiria, a dormir dentro de uma viatura, aparentemente bem de saúde, muito embora ele tivesse dito que tinha sido raptado «com recurso a violência».
O homem, que tem como ocupação profissional ajudar os pais no negócio da restauração, manteve, no momento em que foi encontrado, a tese do rapto, mas no decurso da investigação pela Polícia Judiciária, acabou por admitir o embuste em virtude da dívida.
Fonte da PJ alerta que situações de «falsos crimes» tem sido «recorrentes» nos últimos tempos. «Estão ser reportadas situações até bastante graves que acabamos por perceber que é tudo simulado, um embuste, com objetivo, neste caso, de dinheiro», revela, chamando a atenção para a quantidade de meios e recursos que é preciso mobilizar para a investigação dos supostos crimes que se conclui serem «falsos crimes». «Tem custos elevados para o sistema de justiça», alerta.

Setembro 27, 2025 . 12:53

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