
Ciência "desce" até à baixa de Coimbra para mais uma Noite dos Investigadores
A Noite dos Investigadores está de volta às ruas da cidade, em particular, às ruas da Baixa de Coimbra para mostrar o melhor da ciência, da investigação e, sobretudo, aproximar os mais jovens ao mundo da investigação.
Entre a curiosidade dos turistas e aqueles que já conheciam a iniciativa a Noite dos Investigadores, centenas de pessoas percorriam a Rua Ferreira Borges ontem ao final da tarde e já descobriam os projetos de investigação dos cerca de 600 investigadores presentes nesta edição.
Quase a meio da Rua Ferreira Borges as investigadoras Susana Costa, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, e Vanessa Boga, do Instituto Medicina Legal de Coimbra, falavam ao Diário de Coimbra sobre a presença do grupo de investigação que trabalha a questão do ADN. “O teu ADN também é uma “impressão digital”, este foi o slogan utilizado para atrair a atenção dos participantes. «Estamos a chamar as pessoas para podermos falar sobre o ADN, sobre a sua importância e relevância tanto na vertente de investigação criminal, como na identificação civil», explicou Susana Costa.
«Falar sobre o ADN e sobre estes temas é um pouco complicado, porque são áreas muito específicas, e, por isso, quisemos desmistificar e transmitir ao público parte do nosso conhecimento», adiantou Vanessa Boga.
Por outro lado, um dos objetivos deste grupo de trabalho que envolver investigadores de diferentes áreas é “angariar” voluntários para integrarem a base de dados de perfis de ADN do Instituto de Medicina Legal. «A impressão digital é o primeiro recurso para identificar um corpo, quando por algum motivo não dá recorremos à recolha de ADN», realçou a investigadora, notando que ter uma base de ADN maior permite a identificação de possíveis corpos mais rapidamente.
Mais à frente na rua, Sara Pedroso, pedopsiquiatra, desenvolveu uma atividade pensada mais para as crianças sobre as emoções e a saúde mental.
«Estamos aqui hoje presentes no âmbito do projeto “Let’s talk about children” para falarmos sobre as emoções e a saúde mental nas famílias», adiantou.
«A ideia é falarmos com as crianças, com os pais, com as famílias sobre as emoções das crianças, sobre a saúde mental, sobre o cérebro e o papel dele nisto tudo», acrescentou. O objetivo é colocar a família a falar sobre estas temáticas nos diversos contextos socioeconómicos.
Das ciências forenses à psicologia, passando para pela tecnologia, a pluralidade de projetos presentes demonstra a riqueza da investigação realizada na Universidade de Coimbra e que todos os dias contribui para a produção de conhecimento nas mais diversas áreas do saber.
«Esta é, sem dúvida, uma iniciativa muito importante para podermos mostrar às pessoas aquilo que se investiga», defendeu uma das investigadoras.
Até à meia-noite houve mais de 90 iniciativas para descobrir e aprender com os investigadores que marcaram presença na Rua Ferreira Borges, Visconde da Luz até à Praça 8 de Maio.











