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27 pinheiros na Elísio de Moura vão ser abatidos

Município de Coimbra vai retomar a empreitada depois de um parecer técnico e científico demonstrar que não é possível manter as árvores.

O Município de Coimbra avançou que vão ser abatidos, pelo menos, 27 pinheiros-mansos plantados na Avenida Elísio de Moura, devido à «incompatibilidade estrutural entre a espécie e as condições do subsolo urbano». A empreitada que era inicialmente para corrigir as graves deformações no asfalto provocadas pelo crescimento das raízes das árvores, acabou por ficar suspensa com o intuito de se realizar um parecer técnico e científico quanto à fiabilidade de manter as árvores ali plantadas. O resultado surge agora e confirma a «impossibilidade de manter os atuais pinheiros-mansos sem comprometer a segurança rodoviária e pedonal no troço mais afetado da via» no sentido descendente.

O parecer do Centro Funcional da Universidade de Coimbra procedeu a uma avaliação técnica das árvores nos dois sentidos e concluiu que «a sua remoção é um imperativo de segurança pública», como pode ler-se no documento enviado à comunicação social.

O crescimento desordeiro destas árvores deve-se ao «pavimento antigo que atua como uma barreira impermeável», provocando ao longo dos últimos anos um «desequilíbrio biomecânico crítico, causando um «risco elevado de tombamento integral», em caso de intémperies ou ventos fortes, uma vez que as raízes estão muito à superfície.

Por outro lado, a construção de caldeiras individuais conduziu a um crescimento horizontal das raízes e a uma tentativa de sobrevivência, forçaram a saída deste perímetro, crescendo de «forma agressiva por baixo dos lancis e em direção à via de rodagem», levando à situação de levantamento e destruição do asfalto.

O Município de Coimbra na procura de soluções ponderou o transplante destas árvores, contudo, o procedimento é considerado «inviável do ponto de vista técnico e financeiro», uma vez que as taxas de insucesso «situam-se entre 60% e 90%» e os custos deste tipo de operação pode rondar valores entre os 5 mil e os 15 mil euros por exemplar.

«A origem do problema não reside apenas nas árvores, mas num erro estrutural associado à configuração do subsolo urbano», onde existe um antigo pavimento que impede o desenvolvimento radicular de algumas espécies, como o pinheiro-manso.

Nesse sentido, caso o município opte pela arborização da zona após a requalificação, os técnicos responsáveis deixam sugestões de espécies mais adequadas ao espaço urbano.

Maio 7, 2026 . 08:32

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