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“Transversalidades” faz de Coimbra o “centro"

O Centro de Estudos Ibéricos regressa a Coimbra com mais uma mostra fotográfica. Catálogo completo também está disponível online e em livro

“Transversalidades: Fotografia sem Fronteiras” está de regresso a Coimbra e, mais uma vez, promete apresentar um conjunto de imagens vencedoras que expõem «abordagens transdisciplinares» que coordenam os valores do Centro de Estudos Ibéricos (CEI): conhecimento, cooperação e cultura.
Foi com Rui Jacinto, coordenador do projeto, que foi possível entender um pouco melhor o que é que 15 anos desta iniciativa realmente significam. «É um concurso que aposta em dar visibilidade às sociedades e aos territórios mais olvidados [esquecidos]», dando assim azo à sua inclusão. Através da «arte e ao valor documental, pedagógico e estético da imagem» promove-se ainda a cooperação territorial e documenta-se «a diversidade de paisagens», em todos os seus níveis: natural, económica, social e cultural.
Desenvolvendo um diálogo «transversal», compreende-se que «conhecimento, cooperação e cultura» são pontos fulcrais naquilo que é o continuar de um projeto que chegou a Coimbra em 2019, mas que conta com 14 edições e prepara agora a 15.ª. «Há um conjunto de dinâmicas que ligam o CEI a este concurso, de entre as quais os nossos pilares», ressalvou Rui Jacinto, realçando que se tem contribuído para a «literacia visual, documentar a diversidade cultural, promover o diálogo entre pessoas e ajudar a formar uma cultura visual mais contemporânea».
Apesar da exposição ser, por si só, uma montra eclética do melhor dos vencedores (este ano Nuno Mário, Moçambique; Fábio M. Silva, Portugal; Alain Schroeder; Bélgica; José Ángel Arias Tomás, Espanha; Maria Oliveira, Portugal; e Raquel López Pajares, Espanha), estão disponíveis, em formato digital e físico, os 15 catálogos e o acervo completo sendo um «verdadeiro património visual» que reúne, só do concurso de 2025 - agora exposto em Coimbra - mais de 600 fotografias.
Com uma reputação que, a cada ano, escala, esta mostra já passou pela Guarda e por Salamanca, em Espanha, sendo agora a vez de Coimbra, antes de continuar viagem para outras paragens. «É uma forma de garantir coesão territorial e de mostrar que estamos a trabalhar no mesmo sentido», indicou Delfim Leão, vice-reitor da Universidade de Coimbra, uma das parceiras deste projeto.
Enaltecendo o trabalho de Eduardo Lourenço (1923-2020), destacou a importância da «ligação umbilical» entre Guarda, Coimbra e Salamanca, principalmente graças à sua influência naquilo que é «pensar o território». «É importante pensar de que forma podemos contrariar aquilo que são os problemas das zonas de baixa densidade», que pode passar, por exemplo, por aplicar um modelo mais intenso de diversidade cultural.
Para além de desenvolver a área cultural, o vice-reitor analisa uma «potencialidade ibérica» como força motriz para um futuro interventivo e combativo contra a «baixa densidade». «Estas fotografias mostram muito daquilo que pode ser projetado internacionalmente. É aqui apresentado um liberalismo que em vez de ser uma dificuldade, representa uma possível matriz ibérica», que pode ser uma solução forte para combater algumas dificuldades e motivar os agentes culturais, coletivos ou individuais, a tomar riscos e alcançar novos objetivos.
A exposição está patente na Sala da Cidade, até dia 19 de setembro, e pode ser visitada gratuitamente de terça-feira a sábado, das 13h00 às 18h00

Julho 25, 2026 . 11:15

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