
Radar Social sinalizou problemas e aproximou mais a população
O Projeto Radar Social, desenvolvido em Góis desde o dia 1 de abril de 2024, permitiu às duas técnicas no terreno identificar «204 sinalizações» até ao passado dia 30 de junho, tendo efetuado 186 encaminhamentos e detetado «três situações emergenciais». Este foi o resultado deste projeto, prorrogado até 31 de agosto e cuja sessão pública de encerramento teve lugar anteontem, no auditório da Casa da Cultura de Góis, intitulada, “Radar Social de Góis - Resultados, Impactos e Desafios”.
Em causa está um projeto implementado no concelho, no âmbito de uma candidatura ao PRR - Plano de Recuperação e Resiliência, que permitiu conhecer a realidade do território, identificando e intervindo em situações de vulnerabilidade social. Coube a Célia Simões e Mónica Costa, as duas técnicas no terreno, apresentarem o trabalho desenvolvido, dando a conhecer que realizaram 644 questionários porta a porta, junto da população de 139 localidades das quatro freguesias do concelho, abrangendo 1.324 pessoas.
«Num concelho marcado pela baixa densidade populacional, pela dispersão geográfica e pelo envelhecimento da população, tornou-se essencial desenvolver uma metodologia de intervenção de proximidade, capaz de conhecer diretamente a realidade do território», referiu Célia Simões, informando que a principal vulnerabilidade que foi elencada pelos habitantes prende-se com a «insuficiência de rendimentos», seguindo-se «a doença de natureza psíquica, dependentes/acamados, más condições habitacionais, solidão/isolamento», entre outras.
No topo das vulnerabilidade elencadas pela população está a falta de rendimentos
O presidente da Câmara de Góis, Rui Sampaio, salientou a «importância deste projeto para o território e os frutos que deu, pelas ações implementadas». «Foi um projeto bem-sucedido, que tinha toda a pertinência de ser efetuado no concelho de Góis», garantiu, lembrando que Góis tem «uma população envelhecida e muitas aldeias dispersas e com poucas pessoas». «Era importante irmos junto das pessoas e vermos o que é, de facto, a realidade social de quem vive no nosso concelho», defendeu.
«Apesar do trabalho que é feito pelas técnicas de ação social da Câmara e da ligação que existe com as IPSS era importante apercebermo-nos, conversando com as pessoas e ir onde moram, da realidade que as rodeia não só para intervirmos, mas também em conjugação com os nossos parceiros e as IPSS, que são os grandes parceiros da ação social do município», sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Góis, evidenciando que o que se pretendeu foi «adotar as melhores práticas, para melhorar a vida das pessoas».
Maria Emília Borges, do Centro Distrital de Coimbra do Instituto de Segurança Social, saudou o trabalho desenvolvido em Góis no âmbito do projeto e lembrou que muitos dos seniores que vivem isolados «o que mais precisam é ter alguém para conversar». E por isso felicitou também Célia Simões e Mónica Costa «pelo excelente trabalho que fizeram» neste acompanhamento.











