
“Hora dourada” em honra dos Vinhos Terras de Sicó
O objetivo vai muito além do brinde. Trata-se de dar a conhecer os Vinhos Terras de Sicó, promover este “terroir” de referência e, naturalmente, saborear os néctares, tintos, brancos e rosés. Em causa está uma prova de vinhos, a primeira, organizada pela Confraria dos Vinhos Terras de Sicó, a realizar amanhã.
Raul Costa, grão-mestre da Confraria, apresenta este primeiro evento de um projeto mais vasto que a coletividade pretende levar a bom porto, com o objetivo de dar a conhecer este ex libris das Terras de Sicó. Um néctar que se diferencia pelas características dos solos, pelas encostas soalheiras onde crescem as vinhas e por um saber-fazer que vem de longe, mas aceita de bom grado os contributos da tecnologia para melhorar a colheita.
O Duecitânia – Design Hotel, em Penela, foi o local escolhido para esta prova de vinhos, que vai ter os queijos como companhia, os enchidos tradicionais e, naturalmente, o pão e a broa. Não falta um momento musical e um convite para um pezinho de dança. Um evento com início marcado para as 18h00, que a Confraria batizou como “Hora Dourada”.
Primeira edição envolve apenas o concelho de Penela mas objetivo é alargar aos municípios de Sicó
«Para o ano, o objetivo é envolver os cinco municípios das Terras de Sicó», afirma Raul Costa, que nesta estreia reduz o perímetro da ambição, centrando-se basicamente no concelho de Penela. Os convites já foram enviados aos produtores, «todos certificados», sublinha, e a adesão tem sido boa. Aliás, um produtor até manifestou o desejo de falar sobre a sua experiência, o que vai originar uma tertúlia com a “Palavra ao Produtor”.
Um momento que o grão-mestre aguarda com alguma expectativa, pois entende que além de «dar a conhecer o Vinho Terras de Sicó» e o concelho de Penela, esta prova é, também, uma «oportunidade para conhecermos melhor os nossos vinhos». Uma aprendizagem que poderá começar precisamente pelas diferenças de uma mesma casta, a Baga, na região da Bairrada e nas Terras de Sicó. «Todos aprendemos», sublinha, confiante que este encontro vai permitir uma salutar troca de experiências e partilha de saberes e, naturalmente, proporcionar um final de tarde diferente, «de convívio e confraternização», ao sabor de um bom vinho.
Todavia, este evento apresenta uma outra nuance, mais cultural e histórica. Trata-se, efetivamente, de uma viagem de descoberta do território, com uma visita guiada às Ruínas Romanas do Rabaçal, pelas 11h00, seguindo-se o almoço no Duecitânia Hotel e, pelas 15h30, uma visita guiada ao Castelo de Penela, culminando com a prova de vinhos, às 18h00. Uma «oportunidade» para conhecer duas das referências do património de Penela, acompanhada de informação privilegiada sobre a história e as “estórias” que rodeiam estes locais. Esta visita só se realiza se o número de inscritos o justificar, alerta o responsável.










