
ACAPO promove evento de capoeira inclusiva
A ACAPO foi palco de um evento de capoeira inclusiva, promovido pela delegação de Coimbra desta instituição, numa iniciativa que reuniu cerca de 25 participantes, incluindo pessoas com deficiência visual e normovisuais.
Reconhecida pela UNESCO como património cultural imaterial da humanidade desde 2014, a capoeira surgiu no Brasil durante o período colonial e esclavagista, desenvolvendo-se como uma forma de resistência, auto-defesa e preservação cultural entre escravos africanos, tendo sido proibida a sua prática, nesse país sul-americano, na década de 1930. Durante a manifestação cultural, os escravos reuniam-se em roda e realizavam movimentos semelhantes aos de artes marciais, sem contacto físico, e sempre com música: formas de adquirir a aparência de uma dança para «disfarçar» o treino de luta dos colonizadores.
O evento, que decorreu entre as 9h30 e as 17h00, foi orientado pelo professor responsável pelas aulas regulares de capoeira que a delegação dinamiza, aos sábados de manhã, desde janeiro deste ano. Na sessão de abertura, o presidente da Delegação de Coimbra da ACAPO, José Francisco Caseiro, manifestou «satisfação» pela associação receber, pela primeira vez em Coimbra, um evento desta natureza, num «verdadeiro processo de vivência inclusiva» de uma «atividade promotora da saúde física e mental».
Também Fortunato Rocha, professor de capoeira, reforçou a mensagem de que a capoeira «é para todos», demonstrando que esta prática pode ser vivida por todos, sem barreiras. A atividade «confirmou» o potencial da modalidade como instrumento de promoção da inclusão social e da atividade física, bem como da convivência entre pessoas com e sem deficiência visual, reforçando a missão de inclusão social da ACAPO. As aulas de Capoeira regressam em setembro, estando abertas inscrições na Delegação de Coimbra para qualquer interessado, independentemente da idade ou da experiência prévia na modalidade.










