
Arganil procura origem da contaminação em praias fluviais
Duas praias fluviais do concelho de Arganil e uma zona de lazer têm estado, temporiamente, interditas a banhos, nomeadamente a praia fluvial da Benfeita e Pomares e a zona balnear de Folques. Situação que levou, na passada segunda- feira, José Miguel Nunes a sublinhar, em reunião camarária, a necessidade do executivo priorizar essa comunicação, «quer presencialmente, quer nas diversas plataformas, para que seja sobejamente conhecido, por parte da população, o estado das praias fluviais».
Porém, Luís Paulo Costa, assegurou que «a informação dessa interdição é colocada na praia imediatamente após a decisão da autoridade de saúde». Recordando ainda que se tratam de «espaços represados e, automaticamente, com a comunicação dessa interdição, as represas são retiradas e a questão do uso balnear fica resolvido», o presidente da Câmara de Arganil, afiançou que «a questão do risco para as pessoas e os frequentadores, felizmente, não existe».
Reunião do Executivo Municipal de Arganil ficou marcada pelo debate em torno das praias
O vereador socialista, José Miguel Nunes, questionou em seguida o executivo camarário sobre se «há alguma conclusão sobre o que possa estar a causar esta não conformidade por parte das análises», que, por vezes, semana a semana, recorde-se, vão apresentando resultados diferentes. A resposta veio da parte de Luís Almeida, que frisou, desde logo, que «as três situações foram tratadas de igual forma, em articulação, quer com as autoridades competentes, quer com cada uma das freguesias», destacando, contudo, que são três situações distintas. «Na Benfeita, foi feito o levantamento da comporta, limpeza e verificação das causas, mas, felizmente, não voltou a estar interdita», explicou. A «a questão mais complexa é Pomares», esclareceu. Nesta praia fluvial, deu a conhecer, «temos feito várias análises, em locais distintos e estamos a tentar encontrar um eventual foco de contaminação ou o que está a fazer disparar os valores». Já na zona de lazer de Folques, informou o vereador social-democrata, «tem sido avistada uma população considerável de javalis, a montante da praia e já vamos em seis pontos diferentes de análises para saber onde há essas variações e onde se pode atuar de forma mais precisa com essas populações».
O autarca afirmou também que «uma divulgação imediata causa alarmismo ao ponto de só termos tido estas interdições pontuais nas praias fluviais, mas somos inundados com questões porque a montante tem havido interdições no Alva e o impacto já se sente em Coja e nas Secarias». De qualquer forma, acrescentou, quando há uma interdição, «a Câmara e as Juntas de Freguesia envolvidas são comunicadas, é colocado um aviso no local« e procede-
-se «ao levantamento das comportas e à limpeza, para que novas águas circulem e seja feita a contra-análise e repostas as condições de aprovisionamento dessas águas«. «Estamos a falar de represas que são levantadas, logo, as pessoas não podem ir a banhos sequer no momento em que é feita a interdição», evidenciou, após, José Miguel Nunes, se ter mostrado preocupado com o facto de, enquanto se aguarda por uma contra-análise, «podermos estar a admitir pessoas a banhos em praias que não estão capazes para o efeito».











