
Maratona nas escolas para dar resposta aos alunos
Foi uma verdadeira maratona, com as Secundárias José Falcão e D. Maria, de Coimbra, a funcionaram “non stop”, sexta-feira e durante todo o dia de ontem para darem informação correta aos alunos e respetivas famílias relativamente às classificações dos exames. Um dado essencial para tomar decisões, nomeadamente a inscrição na segunda fase, que terá de ser feita amanhã, segunda-feira.
A Secundária Infanta D. Maria esteve aberta, sexta-feira, até às 23h15. «Avisámos os pais e os alunos maiores e eles apareceram», conta a diretora, Cristina Ferrão, que refere as mais de três dezenas de situações com indicação de “suspensa”, basicamente nas provas de Português, o que gerou bastante «angústia», pois a escola não tinha «indicações» e não conseguia dar resposta aos alunos e aos pais. Todavia, ontem, pelas 11h30, a escola recebeu uma atualização do programa de classificações, o que resolveu basicamente todas as notas suspensas do exame de Português. «Ficaram apenas uma ou duas notas suspensas» de Físico-Química e Biologia, mas «a grande maioria, que era Português, ficou resolvida», referiu.
Esta atualização, ontem ao final da manhã, permitiu «algum descanso», considera a diretora, uma vez que o facto de conhecerem a nota permite que alunos e famílias analisem a situação e percebam «se devem ou não inscrever-se na segunda fase dos exames, porque só têm segunda-feira», alerta.
Com esta “odisseia” ainda sem fim à vista, Cristina Ferrão enaltece o empenho de professores e funcionários, que não olharam para o relógio e esqueceram horários e demais compromissos para «tentar ajudar os nossos alunos numa fase muito importante das suas vidas», o que foi conseguido.
Conhecimento da nota é fundamental para tomar decisões, nomeadamente inscrição na segunda fase
Todavia, não deixa de mostrar um certo “amargo de boca” com alguma «falta de reconhecimento» da tutela e mesmo «alguma prepotência» que se fez sentir. «Era escusado! Os professores sabem como se comportar, são profissionais!», remata a diretora.
Mais tranquila também estava ontem, ao princípio da tarde, a diretora da Escola Secundária José Falcão, Isabel Amoroso Lopes, onde cerca de 300 alunos e pais se mantiveram até às 1h30 da madrugada e foram feitos mais de 400 pedidos de consulta de provas. Ontem professores e funcionários mantinham-se na escola, com a porta fechada, mas aberta a quem quer que tocasse à campainha e já havia alguma capacidade de resposta às questões, uma vez que a escola recebeu os PDF das provas e as situações de “suspensa”, que afetaram particularmente as provas de Matemática e Português, também ficaram resolvidas, com uma atualização das classificações. «Faltam algumas de Físico-Química, mas é residual», disse.
«Isto vai correr bem», afirmou, confiante a diretora, garantindo que a Escola José Falcão «vai enviar a todas as famílias as provas e as classificações». «Vivemos isto com eles, é o final de um ciclo», diz Isabel Amoroso Lopes, que considera «importante que as famílias vejam que as provas foram corrigidas e possam, se assim o entenderem, pedir revisão». A diretora regista com particular satisfação o facto de «toda a escola se ter mobilizado para dar resposta aos alunos e às famílias». «Estou muito grata a este grupo de pessoas, pessoas com “P” grande, que se mobilizaram e estão na escola. É fim de semana e estamos cá!», conclui.
“Está tudo resolvido”
No Agrupamento de Escolas de Oliveira do Hospital os problemas repetiram-se, mas ontem, a meio da tarde todas as “anomalias” estavam sanadas e as pautas com as classificações afixadas, já sem qualquer referência “suspensa”.
O diretor, Carlos Carvalheira, conta que as pautas foram afixadas na noite de sexta-feira, por volta das 22h15 e «mais de 20» não apresentavam classificação, ostentando a dramática expressão “suspensa”, situação que atingiu sobretudo os exames de Português, à semelhança do que aconteceu na grande maioria das escolas. Todavia, ontem, ao princípio da tarde, o Agrupamento recebeu uma atualização das classificações e todas as situações ficaram sanadas. «Está tudo resolvido no Agrupamento de Oliveira do Hospital», garante o diretor.









