
Exposição de cartoons e inauguração da Sala José Dias marcaram 278 anos do Seminário
O Seminário Maior de Coimbra está a assinalar os seus 278 anos, com um conjunto de iniciativas que pretendem valorizar a história do Seminário e dar a conhecer algumas das suas particularidades. Nesse sentido, depois da inauguração da Sala José Dias, um leigo que dedicou parte da sua vida à reflexão sobre a doutrina social da Igreja e que doou a sua biblioteca ao Seminário Maior de Coimbra, quinta-feira foi dia de inaugurar uma exposição de desenhos e cartoons de Dan Farber, um cidadão israelita que escolheu Coimbra para viver e que, no último ano, fez um percurso de fé até se converter ao cristianismo.
Assim, a exposição que reúne mais de 80 desenhos, dá conhecer a obra de Dan Farber que, tal como ele próprio explicou, na cerimónia de inauguração, «se traduzem num conjunto de “puzzles”, cada um com a sua mensagem, mas suscetível de várias interpretações». De todo o modo, pode dizer-se, de um modo geral, que a obra de Dan Farber «procura dar um sentido à vida, entre a ironia e a crítica social e até política, numa procura incessante do caminho da liberdade», tal como referiu o padre Nuno Santos, reitor do Seminário Maior de Coimbra. Com curadoria de Beatriz Ventura, a exposição reúne os desenhos do autor, realizados ao longo dos anos, «em que cada risco ganha um novo sentido».
Ainda no mesmo dia, também se assinalou o dia da colocação da primeira pedra para a construção do Seminário, com a celebração de uma missa na Igreja da Sagrada Família que, foi também de homenagem ao Padre Américo, já que se assinalaram os 70 anos da sua morte.
O reitor do Seminário, padre Nuno Santos, explicou ao Diário de Coimbra que faz parte da estratégia da instituição homenagear as pessoas que foram importantes para o Seminário. Por isso, a homenagem ao Padre Américo, que foi seminarista em Coimbra e foi ordenado padre na Capela da Anunciação do Seminário Maior de Coimbra. Foi professor e fundador das Casas do Gaiato. O Padre Nuno Santos lembrou ainda outra personalidade importante para o Seminário. Trata-se do Cónego Póvoa dos Reis, que se destacou na área das ciências, cujo trabalho é valorizado na sala Museu a ele dedicada. Por fim, o monsenhor Nunes Pereira, destacado artista, lembrado recentemente por ocasião da celebração dos 120 anos do seu nascimento.










