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“É um grande bruxedo” no Mosteiro de Seiça

Fundação Millennium bcp e Município da Figueira da Foz apresentam história da tapeçaria contemporânea portuguesa em exposição

O Mosteiro de Santa Maria de Seiça, no Paião, abriu ontem as portas para dar a conhecer a história da tapeçaria contemporânea portuguesa. A exposição intitula-se “É um grande bruxedo” e resulta de uma parceria entre a Fundação Millennium bcp e o Município da Figueira da Foz, com o intuito de proporcionar ao público novos olhares e novos diálogos sobre um dos conjuntos de obras de arte em lã mais notáveis do país, graças a um saber-fazer único no mundo que tem a chancela da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.

Patente até 15 de novembro deste ano e com curadoria de Rita Maia Gomes, a mostra reúne 13 tapeçarias que foram executadas a partir de pinturas e desenhos originais de nomes maiores da arte portuguesa do século XX, tais como, António Costa Pinheiro, Artur do Cruzeiro Seixas, Eduardo Nery, Graça Morais, José de Guimarães, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Cargaleiro e Maria Helena Vieira da Silva. Estão ainda expostas seis peças contemporâneas que foram reinterpretadas para a linguagem da lã e para a tecnologia do tear, através de parcerias desenvolvidas pela Fundação Millennium bcp com escolas no âmbito da exposição “Não vá o diabo tecê-las!”, que decorreu em Lisboa, em 2024.

Exposição, ontem inaugurada por Pedro Santana Lopes, pode ser visitada até 15 de novembro

De realçar que nesta exposição agora inaugurada no Mosteiro de Seiça é também desvendado o saber-fazer das tapeçarias, numa verdadeira homenagem às tecedeiras. Nesse sentido, o visitante pode ficar a conhecer o complexo e moroso processo de fabrico da Tapeçaria de Portalegre, tendo a oportunidade de aceder aos bastidores da Manufactura e descortinar um lado menos visível de todo o processo: os espaços, as matérias-primas, os utensílios, os rostos e as mãos de quem faz.

Por fim, refira-se que na última sala do monumento figueirense há ainda um tear colaborativo que convida os visitantes a explorar materiais, gestos e processos associados à criação têxtil, contribuindo assim para a construção de uma peça coletiva. Tudo isto “É um grande bruxedo”, que integra a mostra patente no Mosteiro de Santa Maria de Seiça e que pode ser visitado de quarta-feira a domingo, das 10h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, sendo o valor do bilhete de 3 euros por pessoa.

Além de um tear colaborativo, iniciativa dá a conhecer bastidores da arte do saber-fazer

Julho 19, 2026 . 10:20

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