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Corpo de Voluntários de Proteção Civil vai ser criado em Pedrógão Grande

O Município de Pedrógão Grande, no norte do distrito de Leiria, vai criar um Corpo de Voluntários de Proteção Civil, cujo regulamento foi hoje publicado em Diário da República

“A questão do voluntariado é uma questão muito séria para nós. E depois dos acontecimentos de 2017 e agora a propósito também das tempestades, sentimos das pessoas uma enorme vontade de ajudar”, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara, João Marques.

Segundo João Marques, a constituição deste corpo de voluntários “tem a ver com uma questão de organização e também de corresponder à vontade da população” e “a este espírito de entreajuda que existe na população de Pedrógão Grande”.

Questionado se espera adesão, o autarca declarou que já há “pessoas a perguntar quando é que podem inscrever-se”.

“Temos um grupo de voluntários de apoio também à proteção civil, mas mais especializado, no campo da assistência social e da psicologia, que está a ter também um grande sucesso. Portanto, tudo leva a crer que este corpo de voluntários também o venha a ter”, acrescentou.

“A questão do voluntariado é uma questão muito séria para nós. E depois dos acontecimentos de 2017 e agora a propósito também das tempestades, sentimos das pessoas uma enorme vontade de ajudar”

O regulamento do Corpo de Voluntários de Proteção Civil de Pedrógão Grande, que define as condições de acesso, o nível de participação e o seu funcionamento, entrou hoje em vigor.

Na nota justificativa lê-se que “nas últimas décadas, o número de catástrofes tem aumentado” e, como consequência, há mais mortos, mais populações afetadas e maiores perdas financeiras, sendo o socorro feito “pelas entidades que concorrem para os sistemas de proteção e socorro”, mas também pelos “cidadãos que estão mais próximos da ocorrência”.

O documento refere que a Lei de Bases de Proteção Civil define esta como a atividade desenvolvida pelo Estado, regiões autónomas e autarquias, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas “com a finalidade de prevenir e mitigar riscos coletivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo”.

Nesse sentido, é fundamental “envolver os cidadãos" nesta temática, criando voluntários com capacidade técnica e conhecimento do sistema de proteção e socorro, permitindo apoiar o voluntário espontâneo e ajudar a formar e sensibilizar a população quanto às medidas de autoproteção em caso de acidente grave ou catástrofe”.

O regulamento explica que o corpo “não integra nenhuma valência em matéria de proteção civil que esteja atribuída a qualquer agente de proteção civil, constituindo-se como uma unidade voluntária de apoio ao Serviço Municipal de Proteção Civil e a eventuais Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC)”.

A depressão Kristin, em janeiro, originou prejuízos de cerca de 12,8 milhões de euros em Pedrógão Grande

Este corpo tem como missão auxiliar aquele serviço nas suas atividades, como “patrulhamento, vigilância e prevenção da floresta contra incêndios” ou alertar para situações de risco (incêndio, inundações, derrocada de estruturas e edificações, queda de árvores e outras situações que ameacem a segurança de pessoas, bens e ambiente).

Apoio logístico a operações de prevenção, proteção e socorro, colaboração em ações de formação e sensibilização da população, apoio na dinamização, formação e coordenação de ULPC e na implementação e funcionamento de redes de comunicações de emergência em acidente grave ou catástrofe são, entre outras, também atribuições do corpo de voluntários.

O comandante de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, Carlos Guerra, explicou que este corpo de voluntários, “com esta designação e formato”, é o primeiro da sub-região, tendo atribuições e competências idênticas às ULPC, sendo o primeiro dependente do coordenador municipal da Proteção Civil e as segundas do presidente de junta de freguesia.

A Região de Leiria integra também os concelhos de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós.

Em junho de 2017, os incêndios de Pedrógão Grande, que alastraram a concelhos vizinhos, provocaram a morte de 66 pessoas, além de ferimentos a cerca de 250 populares.

A depressão Kristin, em janeiro, originou prejuízos de cerca de 12,8 milhões de euros em Pedrógão Grande.

Julho 15, 2026 . 17:40

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