Sete dias por semana
1 - Politécnico. O Instituto Politécnico de Coimbra celebrou esta semana os seus 47 anos dias depois de António José Seguro ter promulgado o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior. Em entrevista ao Diário de Coimbra, a presidente Cândida Malça referiu que deverá ser nos oito meses que as instituições têm agora para refazer os seus estatutos que os Conselhos Gerais (da UC e do IPC) devem decidir se a fusão/integração das duas instituições é para se fazer. Não decidir, disse, é o mesmo que assumir que não se quer fazer. Entre os desafios que dirigiu a Ana Abrunhosa, destaque para a proposta da construção de uma “quarta” torre na rotunda da Solum, no campus da ESEC. Um edifício disruptivo, assumiu, com ousadia.
2 - Miguel Torga. Curiosamente, dias antes, no Dia do Município de Coimbra, Ana Abrunhosa anunciou uma novidade também ela associada ao Ensino Superior. Neste caso, trata-se da transferência da parte letiva do Instituto Miguel Torga para um edifício da Baixa de Coimbra numa movimentação que levará para aquela zona da cidade cerca de um milhar de pessoas regularmente. Uma peça que, fazendo parte de um puzzle, pode ser importante para a revitalização daquela zona da cidade.
3 - Exames. Já que falamos de Ensino, o Ministro da Educação lá desceu do pedestal em que parecia habitar e veio a público, em diferentes momentos, tentar explicar os problemas que envolvem a correcção dos exames nacionais para o acesso ao Ensino Superior. Ao mesmo tempo que o Governo vai avançando com números de percentagens de exames corrigidos surgem sinais, do lado dos professores, que os problemas continuam. Na próxima sexta-feira, Fernando Alexandre vai ter uma prova de fogo, até porque se comprometeu a dar acesso a todos os alunos à sua prova e respetiva correcção. É o chamado “tudo ou nada” deste ministro.
4 - Rainha Santa. E se falamos de “fé”, certamente que ninguém fica indiferente à tremenda moldura humana que acompanha a procissão de Rainha Santa Isabel (amanhã o mesmo acontecerá em sentido posto) entre o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova e a Igreja de Santa Cruz. Um fenómeno religioso que, tendo em conta a devoção que existe à Padroeira da Cidade, pode ainda ser muito mais potenciado. Ao nível religioso, histórico e turístico.
5 - Imigração. Ainda esta semana, foi notícia uma operação da Polícia Judiciária do Centro que desmantelou mais uma rede de auxílio à imigração ilegal. Um grupo que será responsável pela legalização de milhares de pessoas e que tinha num chefe de um serviço de Finanças um dos elementos importantes da rede. Este é um “negócio” – à semelhança das redes que escravizam trabalhadores na agricultura como também se tem verificado – que parece estar em “crescendo” e que tem de ser fortemente combatido.
6 - Extorsão. E se estes dois casos que falei no ponto anterior procuram explorar ao máximo as fragilidades dos mais fracos, faltam adjetivos para qualificar os burlões que esta semana se aproveitaram do desespero de um marido à procura da sua mulher (que afinal tinha desaparecido voluntariamente) para logo manipularem imagens e pedir-lhe um resgate. A PJ está no seu encalço e seria bom que os conseguisse levar à Justiça.
7-- Mundial. Finalmente, muito se poderia dizer sobre o Mundial de Futebol e a fraca prestação da seleção nacional. Mas basta ver, como todos percebemos, que já estava tudo acordado com Jorge Jesus para se concluir que a sentença estava feita. Se esta não era a equipa técnica em que Pedro Proença confiava porquê levá-la até aos EUA. Só para ter razão? A equipa esteve mal, o seleccionador não esteve nada bem mas o presidente da Federação Portuguesa de Futebol esteve realmente muito mal neste processo.








