
Walking football chega à Academia Sénior de Arganil
O concelho de Arganil vai passar a disponibilizar a pessoas com mais de 50 anos, na época desportiva 2026/2027, a modalidade de walking football, numa parceria de três entidades, Município de Arganil, o CLDS 5G e a Associação Atlética de Arganil. Trata-se de uma nova disciplina da Academia Sénior de Arganil, para o próximo ano letivo e foi apresentada ontem no auditório da Biblioteca Municipal Miguel Torga, em Arganil.
Elisabete Oliveira assegurou que a autarquia pretende «dinamizar, cada vez mais, atividades e iniciativas que promovam a qualidade de vida dos menos jovens e que permitam a que quem viva em Arganil ter um envelhecimento ativo». Sublinhando que estas são iniciativas que lhes proporcionam «momentos que lhes fazem bem, a nível físico e do bem-estar mental», a vereadora do Município de Arganil, responsável pelo pelouro da acção social, informou que o projeto «não terminará aqui, porque o objetivo, é perceber de que forma podemos dar continuidade e alargar esta resposta no concelho».
Por seu lado, André Coelho, selecionador nacional da modalidade, dando a conhecer as regras das duas vertentes deste desporto, a recreativa e a competitiva, explicou tratar-se de «futebol a caminhar», com o objetivo de «fazer as pessoas de uma determinada faixa etária, mais experientes, felizes», consistindo numa «prática desportiva adaptada, segura e inclusiva».
Notoriamente satisfeito, pelo facto de a atividade ainda nem sequer ter iniciado e já contar com quinze inscritos, Luís Almeida, vereador com o pelouro do Desporto, sublinhou que isso, é demonstrativo de que «as pessoas estão sensibilizadas para a necessidade de saírem de casa, de conviverem, de combaterem o sedentarismo e, acima de tudo, estão conscientes que têm de zelar pela sua saúde”.
«Era importante, por um lado, dar atividade física e desportiva a um núcleo mais novo e, por isso, começámos com o 1.º ciclo escolar, com os Agrupamentos de Escolas», afirmou Horácio Antunes, representante da Federação Portuguesa de Futebol, ressalvando que entenderam que o projeto «não ficaria completo se não avançássemos um pouco mais para o âmbito dos veteranos, ou seja, os maiores de 50 anos, porque, neste escalão etário, há muita gente que está retirada de uma atividade física e que gostaríamos que voltasse a ter alguma atividade física onde pudesse exercitar algumas das suas capacidades».
Importa agora, acrescentou, mobilizar clubes, associações recreativas e culturais, universidades da terceira idade, de IPSS, onde houver núcleos de pessoas, «para tentar que se constitua uma equipa e que essa equipa possa fazer pequenos encontros»










