
Manipulam fotografia para burlar família de mulher desaparecida
Um crime de extorsão ocorrido após o desaparecimento voluntário de uma mulher de 37 anos, Raquel Pimentel, na Baixa de Coimbra, ocorrido a 1 de julho (ontem voltou para casa), está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Centro.
Segundo a PJ, e num comunicado ontem divulgado, durante a investigação do desaparecimento, indivíduos não identificados contactaram os familiares da mulher exigindo o pagamento de um resgate. Para dar credibilidade às exigências, os autores enviaram uma fotografia manipulada com recurso a inteligência artificial, fazendo crer que a mulher teria sido raptada.
A vítima foi localizada pelas autoridades, tendo-se confirmado que a sua ausência foi voluntária e não existiam indícios de intervenção de terceiros no desaparecimento. Tal como o Diário de Coimbra avançou na edição de ontem, fazendo tudo para encontrar a mulher, António Serra confiou numa informação que recebeu via whatsapp e que mediante o pagamento de 300 euros davam-lhe indicações do paradeiro da mulher.
Porém, nem informações nem paradeiro. Nada soube. Depois disso, já foi abordado por outro contactos mas já não “caiu” na burla. «As abordagens têm sido quase diárias»; disse na quarta-feira António Serra ao nosso jornal. Uma vez que chegou a receber informações de diversos avistamentos, deslocou-se ainda a diversas localidades para ver se sabia do paradeiro da mulher. Também nada conseguiu saber.
Agora, e com o aparecimento de Raquel Pimentel, a PJ prossegue as diligências para identificar os autores da tentativa de extorsão. As autoridades alertam ainda para «o uso fraudulento de novas tecnologias que visa explorar a vulnerabilidade emocional das vítimas e dos seus familiares»










