
Um torneio espetacular que ninguém quer perder
A 25.ª edição do Summer Cup arrancou ontem em nove concelhos (Lousã, Miranda do Corvo, Vila Nova de Poiares, Góis, Ansião, Alvaiázere, Penela, Castanheira de Pera e Coimbra). A maior festa do voleibol juvenil traz até à região mais de 3000 participantes de 200 equipas de cinco países diferentes: Portugal, Espanha, Países Baixos, França e Itália.
O Estádio Universitário de Coimbra é um dos vários palcos deste evento e ontem os pavilhões 1 e 3 receberam vários jogos das mais diferentes categorias. E no Pavilhão 1, o Diário de Coimbra cruzou-se com duas treinadoras, no caso das sub-16 femininas do Lousã Volley Clube e do Ruínas Volley Clube.
«Participei como atleta porque joguei desde sempre no clube e agora vim como treinadora. O ano passado estive envolvida na organização. É muito bom ver o crescimento do torneio. Lembro-me, quando era mais nova, que não eram tantas as equipas participantes e sei que já colocaram limites de equipas porque chega a um ponto em que não é possível receber mais. Tenho muito orgulho neste torneio», admitiu a lousanense Matilde Melo após o primeiro desafio do torneio. «Elas têm de se divertir e, além disso, têm de jogar e querer jogar. Não podem vir para aqui a pensar que é só diversão. Elas fazem o melhor que podem e ficamos contentes com os resultados que alcançarem», prosseguiu a treinadora que não tem dúvidas de uma coisa quanto à competição que dura até domingo: «Vão ser dias de muita animação».
É preciso despertador
para garantir inscrição
«Já sou habitual no torneio, até porque já joguei no Lousã VC e já fiz parte da organização. Já participei como atleta, como treinadora. São muitos anos», começou por nos dizer Joana Sousa. A responsável técnica da equipa condeixense destacou o «crescimento enorme» do Summer Cup. «É um crescimento muito bom, principalmente para a modalidade na zona centro. Permite-nos competir contra equipas mais fortes, sobretudo equipas estrangeiras que têm outro tipo de jogo. É sempre um prémio como final de época. As minhas jogadoras andam a pedir todo o ano para estarem presentes e é cada vez mais difícil a inscrição», constata a treinadora, mas que desvendou a estratégia que adotou: «Posso dizer que tenho sempre o despertador para a meia noite menos cinco na véspera da abertura das inscrições, porque sei que elas querem muito estar presentes».
Orgulhosa das atletas que orienta, Joana deu a receita para o que aí vem: «Divirtam-se, aproveitem o momento e aproveitem para crescer. Os resultados são o que menos importam».










