
Aquilo que era um sonho virou uma grande desilusão
No futebol, já se sabe, a linha que separa o sonho da desilusão é muito ténue. E, ontem à noite, foi mais uma prova disso mesmo. O Mercado D. Pedro V encheu-se de adeptos da Seleção Nacional que estavam esperançados em novo triunfo frente à Espanha, que levasse Portugal até aos quartos de final e a ficar mais perto do sonho do título mundial. Porém, depois de 90 minutos entre aplausos e sofrimento, o sonho virou mesmo uma desilusão, com o golo de Mikel Merino, no período de descontos, a eliminar os comandados de Roberto Martínez.
Antes da bola começar a rolar, a expectativa era enorme e a fé num resultado positivo era transversal entre os adeptos com quem conversámos. Havia quem criticasse as escolhas iniciais do selecionador - Cristiano Ronaldo voltou a ser visado -, mas houve também quem, mesmo não sendo português, torcia pelo sucesso nacional e pelo ‘capitão’. Foi o caso de Daniel. «Acredito na vitória de Portugal. Não sou português, mas foi um país que me acolheu. O Cristiano Ronaldo vai marcar dois golos», vaticinava o angolano.
Depois de 45 minutos sem golos, havia quem gostasse da atitude de Portugal e, embora alertasse para a qualidade espanhola, não perdia a crença num desfecho positivo.
«Foi uma boa primeira parte, com oportunidades de parte a parte, mas Portugal tem de avançar no terreno. Continuo confiante de que vamos passar», disse-nos André, ao intervalo, que, colocando-se na ‘pele’ de Roberto Martínez, não faria substituições ao intervalo, mas a partir dos 70 minutos sim.
Certo é que o segundo tempo foi vivido de forma novamente intensa e a torcer para que o golo chegasse. E ele chegou, mas para o lado da Espanha e quando todos já esperavam o prolongamento.










