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Julho 4, 2026 . 11:01
"A vaga de calor que tem vindo a afetar a Europa (Alemanha, França e Espanha) chegou agora a Portugal com fortes preocupações em duas vertentes" | Texto de Opinião de João Luís Campos , diretor-adjunto do Diário de Coimbra

1. Reitoria. Foram duas as novidades conhecidas esta semana em torno da sucessão do reitor da Universidade de Coimbra. Numa reunião do Conselho Geral bastante tensa, acabou por vingar a tese dos que defendiam o lançamento imediato do processo eleitoral ainda com as regras atuais (que muito em breve deverão ser alteradas pelo novo RJIES) em vez de se esperar pelo novo modelo. Lançado o processo, Alfredo Dias, atual vice-reitor da UC, assumiu--se como candidato “Por uma Universidade Humanista”. É já o segundo a fazê-lo (Carlos Robalo Cordeiro já o havia assumido) sendo certo que outros nomes se perfilam para avançar após a pausa de verão.

 

2. Integração. Ainda nesta reunião, o reitor da UC foi formalmente mandatado para avançar com conversas iniciais e exploratórias que possam conduzir, eventualmente, a uma integração do Politécnico de Coimbra na Universidade de Coimbra. Uma decisão tomada já depois do Conselho Geral do IPC ter deliberado no mesmo sentido. Este será um dossiê a decidir pelo sucessor de Amílcar Falcão mas tendo em conta a sua importância deverão já começar a “partir pedra”. Foi ainda abordada, de modo informal, a situação do Instituto Superior Miguel Torga, mas ainda sem detalhes.

 

3. Educação. Já no Ensino Secundário, o que se está a passar com os Exames Nacionais exige que o ministro ou mesmo o primeiro-ministro venham rapidamente a público explicar a “trapalhada” que envolve a correção das provas. Falhas na digitalização, falhas na distribuição das provas, agrafos mal colocados. Tendo em conta os milhares de alunos que veem decidido nestas provas o seu futuro importava outro cuidado, transparência e a assunção pública de responsabilidades.

 

4. Calor. A vaga de calor que tem vindo a afetar a Europa (Alemanha, França e Espanha) chegou agora a Portugal com fortes preocupações em duas vertentes. Por um lado os potenciais problemas de saúde associados às altas temperaturas e, por outro, o elevadíssimo risco de incêndio. Importa assim apostar na prevenção (não percebo como há quem questione o cancelamento de espetáculos pirotécnicos) e evitar comportamentos de risco, seguindo as indicações das autoridades.

 

5. Venezuela. Mesmo perante a rápida e abrangente ajuda internacional, os números das vítimas dos sismos na Venezuela não páram de aumentar. Ao dia de ontem, já eram 2.645 mortos (89 dos quais portugueses e lusodescendentes) e 12.666 feridos, numa tragédia que vai tendo ainda alguns sinais de esperança com os “milagres” feitos pelas equipas de salvamento a que vamos assistindo, apesar das limitações aos trabalhos dos jornalistas que ainda vão vigorando, mostrando que o ditador Maduro já lá não está mas a liberdade ainda não chegou às ruas da Venezuela.

 

6. Segurança. O ministro da Administração Interna esteve esta semana em Coimbra onde deu o seu “aval” à intenção da presidente da Câmara para instalar a segunda esquadra da PSP na Baixa da cidade, precisamente numa zona considerada bastante crítica tendo em conta as instituições de apoio a população sem-abrigo e a toxicodependentes ali localizadas. Luís Neves prometeu uma resposta rápida a esta proposta e ainda admitiu ponderar a reativação da 2.ª Equipa de Intervenção Rápida da PSP. Empossado há poucos meses, o ministro tem pautado as suas intervenções por uma postura muito assertiva. Terá agora de passar das palavras aos atos.

 

7. Mundial. Finalmente, numa altura em que o futebol nacional já começa a mexer, as atenções dos adeptos do “desporto rei” estão ainda centradas no Mundial de Futebol. Os principais candidatos, até ver (escrevi este texto antes do jogo da Argentina), estão em prova o que deixa antecipar uns oitavos de final bastante interessantes. Será por exemplo o caso do duelo ibérico de segunda-feira. Portugal não tem deslumbrado mas tem cumprido e no jogo frente à Croácia Martinez ganhou o jogo “no banco” mostrando uma faceta (mudou quatro jogadores aos 63 minutos do encontro) que não lhe tem sido muito conhecida. Sendo assim, frente a Espanha (que antes da prova liderava as bolsas de apostas como potencial campeão), tudo é possível.

Julho 4, 2026 . 11:01

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