
Resposta rápida dos meios trava incêndio em Gavinhos de Cima
Cerca das 16h30 desta quinta feira foi dado como dominado o incêndio que, uma hora antes, deflagrou na localidade de Gavinhos de Cima, no concelho de Oliveira do Hospital. O fogo que lavrou em zona florestal chegou a estar próximo de algumas habitações, mas não houve registo de danos materiais ou feridos.
O incêndio mobilizou perto de uma centena de operacionais das corporações de Oliveira do Hospital, Lagares da Beira e Vila Nova de Oliveirinha (Tábua), o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR e um meio aéreo. A rápida intervenção dos meios foi determinante para travar a progressão do fogo, num dia com condições climatéricas adversas, nomeadamente devido às temperaturas elevadas e à intensidade do vento.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, Emídio Camacho, explicou ao Diário de Coimbra que, nesta fase, «o incêndio passou de uma fase dominada para rescaldo», estando os operacionais distribuídos por todo o perímetro ardido para garantir que não existem reacendimentos. «Todo o perímetro tem bombeiros a agir e a atuar, agora a fazer o rescaldo como deve ser, para não haver reacendimentos ou qualquer situação que possa criar algum risco», afirmou.
Segundo o comandante, as condições meteorológicas, em particular o vento forte, favoreceram a propagação das chamas. Ainda assim, destacou que «foi uma rápida intervenção» que permitiu controlar o incêndio em pouco tempo.
Emídio Camacho confirmou que a área consumida correspondeu exclusivamente a zona florestal. Apesar da proximidade das habitações, garantiu que estas foram protegidas com sucesso. «Conseguimos atuar com segurança antes de o incêndio chegar às habitações», referiu, acrescentando que o fogo se desenvolveu numa zona de interface urbano-florestal.
Quanto à origem da ocorrência, o comandante adiantou que, no momento das declarações, ainda decorriam diligências no terreno para apurar as causas da ignição, não sendo possível indicar a área ardida.
Autarca elogia pronta intervenção e pede responsabilidade aos cidadãos
Também o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, reconheceu que o incêndio gerou momentos de preocupação, atendendo às condições meteorológicas extremamente adversas. «Evidentemente, pela elevada temperatura conjugada com o vento forte e pela carga de combustível existente no terreno», afirmou.
O autarca destacou, contudo, a eficácia da resposta operacional, sublinhando que «houve uma pronta resposta dos bombeiros, dos meios aéreos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil», permitindo controlar rapidamente o incêndio, precisamente «num dia que, segundo a Autoridade Nacional, é o mais perigoso do ano até ao momento».
Face às previsões de temperaturas elevadas e vento forte para os próximos dias, José Francisco Rolo apelou à máxima prudência da população. «Todo o cuidado é pouco», alertou, pedindo que sejam evitados trabalhos que possam produzir faíscas, bem como queimas e queimadas. «Mais uma vez apelo ao elevado sentido de responsabilidade de todos os cidadãos. Todos, sem exceção, somos proteção civil», concluiu.










