
Proposta da Câmara de Coimbra para nova esquadra no Terreiro da Erva terá "resposta rápida" do Governo
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, e a presidente da Câmara de Coimbra, analisaram ontem a possibilidade de deslocalizar a 2.ª Esquadra da PSP, atualmente na Rua Olímpio Nicolau Rui Fernandes, para um imóvel a construir no Terreiro da Erva. A proposta feita pela autarquia ao Governo terá uma decisão em breve, garantiu Luís Neves, ao notar que quem defende o valor vida e o património tem de ter condições de trabalho dignas.
No final da reunião, a autarca clarificou um pouco a proposta, que tem subjacente acabar com as «condições péssimas» da atual 2.ª Esquadra, permitindo que venham a ter «condições mais dignas» e também mais centrais, com nova construção num edificado devoluto no Terreiro da Erva.
O futuro imóvel poderá ter três ou quatro pisos, será uma questão de trabalho entre Câmara e PSP, a partir de um programa funcional. O município «fará o projeto em estreita colaboração» com a Polícia de Segurança Pública, acrescentou Ana Abrunhosa, ao sublinhar que a nova 2.ª Esquadra «irá dar nova vida à Baixa», transmitir uma sensação de segurança e também permitir a regeneração urbana daquele espaço.
"Vamos tomar decisões rápidas, se calhar mais cedo do que é expectável nestas situações", afirmou Luís Neves
Adicionalmente, revelou, foi abordada a possibilidade de um edifício dedicado à Proteção Civil no Aeródromo Municipal Bissaya Barreto. «Mas a nossa prioridade», disse, «é a 2.ª Esquadra». O atual edifício da PSP é propriedade da Câmara, que ali prevê a instalação de serviços municipais após obras de reabilitação. Para tal foi contraído um empréstimo a três anos, esperando-se que a PSP esteja no Terreiro da Erva no horizonte de dois anos.
«Vamos tomar decisões rápidas, se calhar mais cedo do que é expectável nestas situações», assumiu Luís Neves, com o ministro a notar que «boas instalações» significam «mais motivação» e que para proteger as populações é preciso olhar também para as condições das forças de segurança e de Proteção Civil.

Intervenção rápida com 2.ª equipa será analisada
Questionado pelos jornalistas, o ministro da Administração Interna disse que vai analisar, com a Direção Nacional da PSP, a possibilidade de reativação da 2.ª Equipa de Intervenção Rápida de Coimbra, extinta em 2024 mas reclamada numa petição pública com mais de 10 mil assinaturas que deu entrada na Assembleia da República. «Se chegarmos à conclusão que é necessário e que há meios para tal, será reativada. Se não, será repensada», sublinhou, acrescentando que os meios «são escassos» e «não dão para tudo», sendo necessário «criar opções».
Luís Neves indicou ainda que, na próxima segunda-feira, a PSP vai afetar 360 pessoas às fronteiras aeroportuárias e prometeu que «o Governo tudo fará para que todos os territórios e as pessoas possam sentir-se em segurança».
«Uma polícia próxima, uma polícia ativa, uma polícia visível. E, por isso, a questão da reativação será repensada e, naturalmente, haverá respostas para dar às pessoas», afirmou.










