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Plano Supramunicipal de Saúde deve ser implementado até 2030

Região Metropolitana de Coimbra pretende atingir 48 metas e realizar 104 ações nos próximos anos, para se alcançar região mais inclusiva, inovadora, sustentável, próxima e saudável

O planeamento estratégico centrado nas pessoas assumiu um papel primordial na administração local. Com o enquadramento legal da transferência de competências na área da Saúde para os municípios, a Região Metropolitana de Coimbra (RMC) quer reforçar o seu compromisso com a construção de uma região preparada para responder aos desafios futuros e promover um envelhecimento saudável. Nesse sentido, foi apresentado ontem o Plano Supramunicipal de Saúde durante o evento “Saúde e Território - Caminhos para uma Região mais saudável”, que teve lugar no Auditório Madalena Biscaia de Azeredo Perdigão, na Figueira da Foz.

O documento, que foi apresentado pelas investigadoras Paula Santana e Ângela Freitas, do Centro de Estudos de Geografia e Ordenação do Território (CEGOT) da Universidade de Coimbra, começou pelos perfis de saúde de cada um dos 19 municípios da RMC, prevendo atingir 48 metas e realizar 104 ações até 2030. A estratégia para os próximos anos foi estruturada em redor de três eixos fundamentais: prevenção da doença e promoção da saúde; cuidar e reabilitar pessoas e territórios; e governança e participação.

 

Documento prevê alcançar 48 metas e realizar 104 ações até 2030

«Este plano supramunicipal de saúde 2026-2030 é muito importante, porque representa uma passagem decisiva e histórica, pois passamos do diagnóstico à ação determinada, da identificação dos problemas à definição corajosa da resposta, da evidência científica ao compromisso político firme e ao envolvimento institucional pleno», sublinhou Luís Paulo Costa, vice-presidente da RMC, na sessão de abertura do evento.

«A nossa visão é clara: queremos uma Região Metropolitana de Coimbra mais inclusiva, mais inovadora, mais sustentável, mais próxima e mais saudável», frisou ainda o responsável, acrescentando que a «saúde se constrói com todos». Por isso, Luís Paulo Costa pediu aos representantes das várias instituições presentes para este plano não ser «mais um mero documento guardado numa gaveta», mas sim um «instrumento de trabalho para orientar decisões, mobilizar recursos, alinhar prioridades, acompanhar resultados e melhorar políticas públicas», cuja implementação exige um «compromisso continuado».

Municípios reuniram-se para discutir saúde no território

Aliás, o primeiro compromisso foi já assumido pela Universidade de Coimbra, com a equipa do CEGOT a desenvolver um trabalho que teve como objetivo estruturar ações, metas, recursos e atividades que promovam o bem-estar e a qualidade de vida à escala regional, cujos objetivos estratégicos estão disponíveis na plataforma digital da RMC.

«Devemos mover-nos de forma conjunta e devemos fazê-lo com estratégia e organização, porque senão dificilmente conseguimos obter resultados», afirmou, por sua vez, Amílcar Falcão. Para o reitor da Universidade de Coimbra, «a saúde começa com as políticas autárquicas» e, por isso, manifestou a sua vontade de se chegar ao fim do encontro de ontem com um «bom documento que reflete as preocupações e as ambições da Região Metropolitana de Coimbra e confiarmos que os nossos políticos serão capazes de o colocar em ação».

Julho 1, 2026 . 09:14

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