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Região de Coimbra aposta em saúde sustentável e inclusão social até 2030

Plano detalha ações para reduzir doenças, melhorar cuidados e fortalecer respostas próximas às populações.

O Plano Supramunicipal de Saúde da Região Metropolitana de Coimbra (RMC), divulgado hoje na Figueira da Foz, prevê atingir 48 metas e realizar 104 ações e medidas até 2030, com o objetivo de aumentar os anos de vida da população com saúde e qualidade.

Este documento, com 182 páginas e intitulado "Mais Anos de Vida com Saúde e Qualidade 2026-2030", corresponde à segunda fase de uma estratégia iniciada com os perfis de saúde dos 19 municípios da RMC, reunidos num único perfil intermunicipal no final da primeira fase.

A estratégia para os próximos cinco anos estrutura-se em três eixos fundamentais: prevenção da doença e promoção da saúde; cuidar e reabilitar pessoas e territórios; e governança e participação. A RMC expressa a "ambição clara" de aumentar os anos de vida com saúde, reduzir desigualdades evitáveis e fortalecer a proximidade das respostas às populações.

Na sessão de apresentação, as investigadoras do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) da Universidade de Coimbra, Paula Santana e Ângela Freitas, coordenadoras científica e técnica respetivamente, destacaram a necessidade de que o trabalho "não fique na estante, mas passe para o terreno", visando uma região "mais saudável, inclusiva e sustentável".

No eixo da prevenção da doença e promoção da saúde, o plano define cinco objetivos estratégicos, 22 linhas de ação, 56 ações e 32 metas. Entre estas metas estão a redução de 25% dos doentes com diagnóstico de obesidade inscritos nos cuidados de saúde primários (CSP), diminuições de 10% dos doentes com diagnóstico de diabetes e perturbações depressivas, e uma redução de 5% nos doentes com hipertensão arterial.

Está ainda prevista a diminuição de 15% da taxa de internamentos evitáveis por prevenção primária, a redução de 20% dos utentes sem médico de família, 15% na taxa de mortalidade prematura, 10% na taxa de mortalidade por causas tratáveis, doenças respiratórias e circulatórias, e 5% por tumores malignos.

O segundo eixo, cuidar e reabilitar pessoas e territórios, inclui cinco objetivos estratégicos, como a promoção da continuidade de cuidados, o fomento da autonomia e capacidade de autogestão da doença, e ambientes comunitários inclusivos que potenciem a reabilitação funcional, cognitiva e a reintegração social.

As metas para 2030 neste eixo incluem a redução da taxa de internamentos evitáveis por prevenção primária em 15%, o aumento da cobertura territorial e da qualidade dos serviços, assegurando respostas integradas de proximidade que viabilizem a continuidade de cuidados após alta hospitalar, e respostas específicas para pessoas com demência e Alzheimer.

O plano prevê também o aumento da percentagem de doentes crónicos com acompanhamento articulado entre os setores da saúde e ação social, e o acesso a ferramentas de apoio à autogestão da doença. Contudo, as investigadoras do CEGOT alertam que "é necessário dar início a um processo de recolha sistemática de dados", pois estes não estavam disponíveis aquando da realização do plano.

Outras metas para as quais não existem dados disponíveis incluem o aumento do acesso a programas de reabilitação física e cognitiva, fisioterapia, referenciação pelo Serviço Nacional de Saúde de terapias termais e o número de utilizadores dessas terapias.

No eixo da governança e participação, as medidas propostas passam pela melhoria da articulação e comunicação entre municípios, unidades locais de saúde, setor social e comunidade, o aumento do número de autarquias da RMC integradas na Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, e o crescimento da participação dos cidadãos nos processos de decisão ligados à saúde.

Junho 30, 2026 . 16:45

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