
ICAD garante obras para acolher Centro de Respostas Integradas
O Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) emitiu um esclarecimento oficial sobre a transferência do polo do Centro de Respostas Integradas (CRI) na Figueira da Foz, que deverá ocorrer até dia 3 de agosto, assegurando que a mudança foi planeada de forma a salvaguardar o bem-estar das equipas multidisciplinares e a qualidade do serviço público prestado, com o intuito de manter a estabilidade no acompanhamento clínico e social aos cerca de 600 utentes da região.
Nesse sentido, a instituição evidencia que as novas instalações, localizadas na Rua Vasco da Gama (imóvel do antigo BCG), serão alvo de obras de melhoria. «O edifício será objeto de intervenção de requalificação, prevendo-se a ampliação da sua capacidade funcional para um total de seis gabinetes, reforçando as condições de atendimento e de trabalho», sublinha a entidade.
A informação surge na sequência da notícia publicada no Diário de Coimbra, na edição do passado domingo, onde fontes ligadas ao processo davam conta ao nosso jornal de que o edifício em causa era tecnicamente “inviável” para o serviço do CRI.
«O objetivo comum das entidades envolvidas foi sempre garantir que a transição ocorresse sem interrupção da atividade assistencial, preservando a qualidade dos cuidados prestados, a dignidade dos utentes e as condições de trabalho dos profissionais», assevera ainda o comunicado.
A instituição indica que chegou a acordo com a Câmara da Figueira da Foz no passado dia 23 deste mês, após diversas visitas técnicas aos espaços disponíveis na cidade que se efetuaram na sequência de reuniões iniciadas a fevereiro deste ano, considerando, por isso, que o processo «foi preparado de forma atempada, planeada e articulada entre as entidades competentes», a fim de «assegurar, em tempo útil, uma solução digna, funcional e adequada às necessidades dos utentes e dos profissionais».
Assim, a direção do ICAD frisa que se encontra «assegurada a continuidade da prestação de cuidados especializados à população vulnerável com necessidades de intervenção na área dos comportamentos aditivos e das dependências, bem como garantidas as condições de funcionamento da equipa do Polo da Figueira da Foz e a manutenção de todos os postos de trabalho».
Por outro lado, a entidade rejeita a existência de qualquer tipo de pressão sobre os trabalhadores do CRI. «Num Estado de direito democrático, a liberdade de expressão constitui um valor fundamental que o ICAD respeita e promove. Nunca foi exercida qualquer forma de pressão, intimidação ou represália sobre qualquer trabalhador em consequência das opiniões por si manifestadas. O atual Conselho Diretivo tem privilegiado uma gestão de proximidade, assente no diálogo, na participação e na valorização dos contributos dos seus profissionais», salienta a direção do ICAD.









