
Renovada Feira do Livro de Coimbra celebrou literatura e cultura
A 47.ª edição da Feira do Livro de Coimbra encerrou ontem com um balanço positivo, quer por livreiros, quer por visitantes, consolidando, desta forma, o regresso do certame ao Parque Manuel Braga.
O modelo renovado criou uma atmosfera diferente e motivou a aprovação dos expositores, embora existisse quem deixasse algumas “dicas” à organização, a cargo da Câmara Municipal de Coimbra, para melhorar o evento que celebrou a literatura e cultura.
João Sousa, da Cordel Literária, participou pela primeira vez na Feira do Livro de Coimbra, e fazendo uma comparação com o ano anterior, após troca de impressões com a colega que em 2025 teve essa missão, afirma que a mudança, da Praça do Comércio para o Parque da Cidade, «foi positiva a nível de espaço mas ligeiramente negativa a nível de localização».
«A Praça do Comércio é mais central e um local de passagem, o que permitia que quem passasse na Baixa de Coimbra desse um “salto” ao certame. Neste espaço, quem se desloca à Feira do Livro vem de propósito», comentou à reportagem do Diário de Coimbra.

Já Liliana Coelho considera a mudança positiva. «Uma boa opção para uma tarde agradável, podendo adquirir bons livros e ler debaixo de uma árvore, aproveitando esta deliciosa sombra», relatou.
«A feira conseguiu captar um público muito jovem e curioso. O espaço do parque é muito mais convidativo para as pessoas folhearem os livros com calma», comentou por sua vez António Marques, que ao longo dos 10 dias de certame se deslocou «três vezes» à Feira do Livro. «Sou um devorador de livros e, por isso, quando existem estes eventos não os perco por nada», sublinhou.
Evento organizado pela Câmara de Coimbra registou forte afluência de público
O evento organizado pela Câmara de Coimbra registou uma forte afluência de público. Ao todo, estiveram presentes cerca de 60 stands de livreiros, editores e alfarrabistas instalados e mais de 200 chancelas editoriais representadas ao longo de 10 dias de intensa atividade literária e comercial.
O certame literário deste ano, refira-se, foi guiado pelo mote da obra “A Árvore das Palavras”, celebrando a prestigiada escritora de Coimbra Teolinda Gersão.
A programação cultural de excelência incluiu cerca de 90 atividades, distribuídas por locais emblemáticos como o Coreto e a Biblioteca Carlos Fiolhais. A curadoria esteve a cargo de personalidades marcantes do panorama nacional como por exemplo José Pacheco Pereira, Pedro Lamares e Cristina Robalo Cordeiro.











