
Docente da Figueira da Foz já falecida convocada para classificar exames
Uma professora da Figueira Foz, aposentada desde dezembro e que já faleceu, foi convocada para corrigir exames de Físico-Química, avançou hoje a CNN Portugal e o Correio da Manhã.
Os jornais dão conta de uma série de situações relacionadas com a correção das provas, nomeadamente uma em Oliveira de Azeméis, onde uma professora foi convocada para corrigir provas de Português e recebeu provas de Economia A e em Lisboa, onde uma professora de Geografia foi convocada para corrigir provas de Francês.
No país há ainda professores já aposentados que foram incluídos nas convocatórias. E, em contraposição, há disciplinas que ainda não tiveram convocatórias para serem corrigidos, apesar de já terem sido feitos, informam os jornais.
Na Figueira Foz, foi convocada para corrigir exames de Física-Químic uma professora aposentada desde dezembro de 2025.
Os casos foram denunciados pela Missão Escola Pública (MEP) e pelo professor e ensaista António Carlos Cortez que, na sua página, tem apelado aos professores que denunciem as situações que têm sido registadas nesta época de exames, adianta a CNN.
Esta manhã, o movimento SOS Escola Pública emitiu uma "nota de repúdio" sobre o modo como os exames foram realizados: "Falhas graves no som nas componentes orais (aplicação via videoconferência) e com falhas sistemáticas na rede de internet (alunos em pânico e em lágrimas); alteração de critérios (parâmetros e níveis de desempenho) a que os professores tiveram acesso de véspera, com alterações relativamente ao ano letivo anterior; professores sem experiência e/ou formação para aplicar provas orais; professores que já não lecionam (há muitos anos) no grupo de recrutamento para o qual foram convocados a aplicar provas orais."
Também a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou, no domingo, “inaceitável” a desresponsabilização do Ministério da Educação perante o “caos instalado” na preparação dos exames nacionais, após atrasos nas correções. Num comunicado, a Fenprof afirmou que continua a receber testemunhos de professores classificadores que “revelam um cenário profundamente preocupante na organização dos exames nacionais”, como “professores convocados por escolas onde já não exercem funções, docentes aposentados chamados à classificação, professores designados para disciplinas que nunca lecionaram”.
Cristina Mota, da MEP, considera que dificilmente será possível corrigir os mais de 3 mil exames dentro do prazo estipulado - até 10 de julho.










