
Coimbra Supernova: uma aliança estratégica para conquistar o espaço
Coimbra assistiu hoje à formalização do Cluster do Espaço. Trata-se do projeto Coimbra Supernova, uma aliança estratégica que pretende transformar talento em desenvolvimento, com ambição de futuro.
Um programa liderado pela Câmara Municipal de Coimbra e que congrega a Universidade, como centro de saber, o IPN como referência de inovação, iParque, Município de Pampilhosa da Serra e Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.
A estes parceiros institucionais juntam-se, na qualidade de co-fundadores, um conjunto de empresas instaladas em Coimbra e com um know how de excelência, como a Active Space Technologies, Critical Software, Neuraspace, Open Cosmos e Spotlite.
O memorando de entendimento foi hoje assinado, ao final da manhã, por todos os intervenientes, numa cerimónia realizada no Convento São Francisco.

Os objetivos são muito claros, com as entidades fundadoras a assumirem o «compromisso de desenvolver uma estratégia conjunta para reforçar a competitividade e a projeção internacional do cluster espacial da região de Coimbra, promover a colaboração entre os seus membros, posicionar a região como destino preferencial para empresas, talento e investimento ligados ao setor espacial, estimular projetos colaborativos e consolidar a cooperação entre empresas, academia, centros de invocação e entidades públicas».
Se bem que a estratégia possa não estar completamente afinada, como salientou Miguel Antunes, vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, há um caminho traçado e objetivos definidos, que Carlos Cerqueira, coordenador da Coimbra Supernova, apresentou e que passam por, no espaço de cinco anos, aumentar o volume de negócios do cluster espacial na região dos atuais cerca de 25 milhões para os 50 milhões.
Uma duplicação de valores igualmente com expressão na criação de emprego altamente qualificado, passando do cerca de 350 atualmente existentes para os 750 postos de trabalho.
«Hoje lançamos uma aliança que olha para o espaço, mas que tem raízes muito firmes neste território», afirmou Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

«Uma aliança que transforma capacidade em estratégia e estratégia em ação. Uma aliança que afirma, com confiança, que Coimbra não é apenas parte do futuro, Coimbra quer ser protagonista desse futuro», concluiu a autarca.
Helena Teodósio, presidente da Comunidade Intermunicipal, também deixou clara essa «ambição coletiva de colocar a região de Coimbra como referência na área do espaço, no país e no mundo».
O setor do espaço, disse ainda a também autarca de Cantanhede, «é hoje uma estrutura crítica para o desenvolvimento do território», com relevância estratégica nos mais diversos domínios, desde a gestão da floresta, ordenamento do território, agricultura de precisão, gestão da água, exemplificou.
Assumindo um compromisso com esta aliança estratégica, em nome de todos os municípios da CIM-RC, Helena Teodósio entende que a Supernova é, efetivamente, uma aliança capaz de transformar a «região num ecossistema organizado, reconhecido e competitivo», capaz de fixar e atrair talento e promover o desenvolvimento do território.










