
Clube Fluvial de Coimbra é tricampeão em casa numa conquista “muito especial”
Campeões. Campeões. Campeões. Ainda por cima em casa. Mas, mais ainda, depois de terem tido o campo totalmente destruído pelas intempéries que afetaram o distrito de Coimbra e o país logo no arranque de 2026. O Clube Fluvial de Coimbra sagrou-se, ontem, na fase final do Campeonato Nacional de Kayak Polo, tricampeão lusitano da modalidade naquele que foi, desde logo, considerado por Luís Abreu, presidente, do clube, como «muito especial».
«Tivemos que reerguer literalmente a canoagem na região Centro. Foi duro e a palavra certa que nos trouxe até aqui, até ter cá esta prova e sermos campeões em casa, é resiliência. Estavam toneladas de areia no campo. Fez-se um trabalho hercúleo. Só podemos agradecer à Câmara Municipal de Coimbra o que fez neste campo e, ainda, com a benesse da bancada para esta prova. Era impensável estar aqui há dois meses, a receber esta competição», partilhou, desde logo, o líder do clube.
Vítor Assunção, internacional português e capitão de equipa, destacou o «bom trabalho efetuado pelo clube, quer na formação quer, depois, nos seniores». «Não digo que tenha sido um milagre, porque existiu muito trabalho nesta conquista e na recuperação do campo. Tem sido muito trabalho e, de facto, temos tido a sorte de ter um grupo fortíssimo que tem enfrentando as dificuldades todas caminhando sempre para a frente. Temos a hegemonia na competição e é algo que queremos continuar a ter», acrescentou, ainda, o “homem da braçadeira”. A equipa principal já sabia que, nas águas mondeguinas, tinha de fazer pouco mais do que cumprir calendário para voltar a erguer o título nacional mas, com o desempenho no primeiro dia, foi logo capaz de arrebatar o troféu. No segundo dia da prova, que se disputa hoje, o Fluvial, claro, pretenderá também vencer esta etapa “caseira” e não deixar os créditos de campeão por mãos alheias.
Mas a ambição do Fluvial não se fica por aqui. «Queremos revalidar a Taça de Portugal e, depois, temos a Liga dos Campeões que é um grande foco da época. Não ambicionamos ganhar porque estamos longe desse nível mas estamos cada vez mais perto de fazer mais e melhor nessa competição», explicou Vítor Assunção.
O responsável máximo do clube destacou, ainda, o facto da «espinha dorsal da seleção nacional» ser do clube e «recomenda-se», enalteceu. «Temos quatro equipas no ativo neste momento e o reflexo disso é termos vários atletas nas seleções de seniores de Sub-21. Somos uma referência. Também temos uma grande tradição na velocidade, por exemplo, e é bonito vermos que temos uma dinâmica muito própria e diferente. Queremos dominar em casa e continuar a fazer coisas bonitas também no estrangeiro», reforçou, ainda, o dirigente da formação mondeguina.











