
“Areia” e rugby de mãos dadas num dia repleto de sol na Figueira da Foz [Fotogaleria]
O primeiro dia da 16.ª edição do Figueira Beach Rugby ficou marcado pelo ambiente de festa, pelo convívio entre atletas de diferentes gerações e pela forte adesão das equipas que todos os anos fazem deste evento uma tradição de final de temporada (este ano 72 equipas de 11 países).
A equipa sénior masculina da Agrária voltou a marcar presença numa competição que conhece bem. O capitão Martim Jorge desvalorizou os resultados que possam ser alcançados no torneio, destacando sobretudo o ambiente vivido dentro e fora do campo. «Já tivemos duas vitórias, mas acho que os resultados não importam. O que importa é que a malta está divertida», afirmou o “líder” das “charruas”.
Martim salientou ainda a integração de vários jogadores mais jovens no grupo sénior, numa experiência que considera enriquecedora para todos: «Temos muita malta nova, malta dos Sub-19, que vieram ajudar os mais velhos e estão-se a integrar muito bem», referiu.
Também Ricardo Silva, treinador dos seniores da Agrária, olha para o torneio como uma oportunidade de fortalecer laços dentro do clube e começar a preparar a próxima temporada. O técnico considera que a convivência entre atletas mais experientes e os jogadores dos escalões jovens é um dos principais ganhos deste tipo de iniciativas. «O mais importante não é tanto o resultado, mas a interação da equipa sénior com a equipa Sub-19, de modo a começarmos já a preparar a próxima época», afirmou.
O timoneiro sublinhou ainda que o beach rugby funciona como um momento de descontração após uma época exigente, sem perder de vista a promoção da modalidade e do próprio clube. «É uma diversão de final de época para todos nós, mas também uma forma de promover o nosso clube e criar continuidade para o futuro», concluiu.
Por outro lado, no que à competição feminina diz respeito, Ana, capitã da equipa de seniores da Académica faz referência às principais diferenças do rugby tradicional para o beach rugby. «A principal diferença é que custa muito mais correr na areia e o calor também não ajuda. Apesar de ser menos tempo de jogo é muito mais intenso e é preciso um físico muito melhor», afirmou.
Para um dos responsáveis pela organização do evento, Rui Loureiro, é preciso uma grande organização para que tudo funcione. «70% das equipas são estrangeiras, portanto é preciso ter uma logística muito grande para ter todas estas pessoas no evento. São cerca de um milhão», referiu.
Este primeiro dia ficou ainda marcado pela homenagem a Rodrigo Grilo, ex-jogador, que faleceu com 24 anos, vítima de uma doença prolongada, no encontro entre as equipas do CR Juromenha e do Piranhas do Almansor. Foram respeitados 24 segundos de silêncio, referentes aos 24 anos de idade do jovem.
E a “festa” continuou. As bandeiras não pararam de abanar. A música de se soltar e, entre uma “gelada”, um passo de dança e outro ensaio, a areia voltou a saltar.









