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RIO ACIMA, SEM MOTOR

Junho 27, 2026 . 11:10
Como é possível a nova maioria autárquica querer densificar a construção habitacional nas zonas ribeirinhas urbanas, contrariando a sua natural vocação enquanto amplas zonas verdes de lazer comunitário

Anda estarrecido com a excelência do currículo que mui bem a habilita para o exercício da função – uma vasta experiência profissional nas áreas da cultura e da educação enquanto…colaboradora da Anozero e Linhas de Fuga, também na Junta de Freguesia de Arroios, mas na juventude e desporto – tomo nota da contratação, por parte da Câmara, evidentemente em ajuste direto, de Ana Jaleco para programadora da Casa da Escrita. Depois de um primeiro semestre tão promissor naquele equipamento municipal, o colapso das nossas expectativas. E já agora, porque não assumem a responsabilidade ‘contratual’ partidária, ao caso com o Livre, no seio da coligação socialista governante?

A Câmara Municipal, congratulemo-nos, pois, deu início ao processo de entrega dos primeiros 56 dos 268 fogos do magnífico – mas sempre tão criticado pela então oposição – e amplo conjunto de habitação pública, a preços controlados, da Quinta das Bicas, em Taveiro, cuja construção foi, em boa hora, com grande determinação política, assumido pelo anterior executivo autárquico. Já sem se ouvir falar em guetização ou ‘buracos’ financeiros, nem sequer se esperar pela conclusão de todos os blocos e, evidentemente, com soluções para os equipamentos sociais ou coletivos.

Gostei de ouvir o vice-presidente da Câmara, Miguel Antunes, afirmar que quem visita este ano a Feira do Livro de Coimbra vai encontrar, cito, um espaço com frescura, beleza e uma ligação única ao rio Mondego. O que, sendo constatação indubitável, me leva a ter cada vez mais dificuldade em perceber como é possível a nova maioria autárquica querer densificar a construção habitacional nas zonas ribeirinhas urbanas, contrariando a sua natural vocação enquanto amplas zonas verdes de lazer comunitário. De que o precursor Parque Manuel Braga é, de antanho, o cantado paradigma…que não querem seguir!

Vêm aí, de 3 a 19 de julho, não as Festas da Cidade, mas as de Coimbra – quando não se muda o lugar, altera-se o nome –, com um outro paradigma e ambição (talvez por isso custam acima de 312 mil euros, orçamento bem superior ao precedente), e que este ano voltam a contar com as procissões da Rainha Santa. E é de tal jeito que, também por intercessão, com certeza, da nossa Padroeira, vamos mantendo, e reforçamos, sempre, este atávico pendor festeiro…

Foi aberto pela Agência Portuguesa do Ambiente um concurso público para substituição da estrutura de comportas de Maria da Mata, que regula caudais entre os rios Pranto e Mondego. Finalmente, depois de anos de incompreensível inércia, a água salgada volta a deixar de invadir aqueles campos agrícolas.

Coimbra alcançou, sequência natural do desenvolvimento conquistado nos últimos anos, designadamente com a chegada à cidade de novas multinacionais, o maior (153 mil) número de habitantes de sempre; notável, os HUC completaram a marca dos 4.000 transplantes renais, área em que, orgulho nosso, são Centro de Referência Nacional; a Universidade de Coimbra, de novo a mais sustentável, foi a única portuguesa a subir (cinco lugares) no QS World rankings 2027, mas mantém-se como a quarta nacional; e com a chegada do verão, mas ainda em tempo de santos populares, vamos à sardinha assada.

Junho 27, 2026 . 11:10

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