
Acordo com Líbano é "duro golpe" para Irão e Hezbollah
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse hoje que o acordo alcançado na sexta-feira com o Líbano é «um duro golpe» para o Irão e para o grupo xiita Hezbollah. «O governo libanês mostrou coragem. Os Estados Unidos e o Líbano reconheceram o nosso direito de manter uma zona de segurança enquanto existir uma ameaça», afirmou Netanyahu, numa reação pública depois da assinatura do acordo, em Washington, pelos embaixadores dos dois países.
Na sexta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que Israel e Líbano tinham assinado um acordo-quadro com o objetivo declarado de preparar o caminho para a «paz e segurança duradouras» entre os dois países.
Para Benjamin Netanyahu, com este acordo, Israel, Líbano e os Estados Unidos estão a dizer ao Irão: «Isto não é da vossa conta. Não têm qualquer estatuto, participação ou papel aqui. Nem vocês, nem o Hezbollah, nem qualquer grupo terrorista», disse.
Israel vai, no entanto, permitir que o exército libanês assuma o controlo de «duas zonas piloto», uma a sul do rio Litani e outra a norte, a cerca de 30 quilómetros da fronteira entre os dois países.
Desde 2 de março, pelo menos 4.240 pessoas morreram e cerca de 12.200 ficaram feridas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que causaram também acima de um milhão de deslocados.










