
Bebé de 18 meses morre em Marselha após ser encontrado em hipertermia
Um bebé de 18 meses morreu em Marselha depois de ter sido encontrado em hipertermia num carro estacionado num campus universitário, segundo informou uma fonte da universidade.
O alerta foi dado na terça-feira pouco antes das 14:00 locais, tendo os bombeiros transportado a criança para o serviço de urgências pediátricas do Hospital Universitário de Marselha.
De acordo com uma fonte anónima que trabalha no campus, um dos pais terá esquecido a criança no veículo, sendo que a imprensa local indica que teria sido o pai. O bebé terá morrido na quarta-feira, quando as temperaturas rondavam os 30 graus Celsius em Marselha.
O presidente da Universidade de Aix-Marseille, Eric Berton, manifestou "profunda tristeza" e apresentou "as mais sinceras condolências à família e aos entes queridos da vítima".
Esta tragédia ocorre no contexto de uma intensa onda de calor que afeta dois terços de França há vários dias consecutivos, e que já resultou na morte de outras crianças. Na quarta-feira, uma criança de 3 anos morreu sozinha num carro em Saint-Gratien, no Val-d'Oise, e na segunda-feira duas crianças, de 2 e 4 anos, foram encontradas mortas num carro num parque de estacionamento residencial em Carpentras, no sul do país.
A ministra da Saúde francesa, Stéphanie Rist, declarou estar a contar com o registo de mais mortes nos próximos dias devido a esta onda de calor, cuja intensidade e duração são consideradas únicas.
Além destas mortes associadas ao calor extremo, a onda de calor que afeta grande parte da Europa já provocou 55 mortes por afogamento em França, incluindo vários sem-abrigo. A ministra dos Desportos francesa, Marina Ferrari, indicou que "65% destes afogamentos ocorrem em zonas balneares sem vigilância ou não autorizadas".
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, referiu que 40 pessoas, sobretudo jovens, morreram afogadas desde o início da onda de calor, que teve início a 18 de junho. Mais de 51 milhões de franceses têm enfrentado temperaturas elevadas, levando muitos, principalmente jovens, a procurar locais para nadar, mesmo em áreas perigosas ou sem supervisão.












