
Uma aventura na Dinamarca, história na Liga Conferência e campeão no Tondela
Aquele menino que começou a jogar no Esperança imaginava esta carreira?
De certa forma sim, acho que imaginava, mas claro que era um imaginar de algo muito distante. Quantas crianças não sonham que isto aconteça na sua carreira. São muitos a querer, chegam poucos, tive que trabalhar bastante, tive que andar quase em todas as divisões em Portugal, tive que ir para o estrangeiro, voltar. E lá está, o que realmente fez a diferença, foi a minha capacidade de resiliência, a minha família também me dar sempre o apoio necessário. A minha mulher ter ido comigo para a Dinamarca foi uma força também incrível. Porque realmente se tivesse ido sozinho não sei se conseguiria tomar a decisão de voltar e começar tudo de novo aqui.
Como foi a aventura no Fredericia?
Na altura estava no Tocha, na antiga 3.ª Divisão e surgiu a oportunidade de ir à Dinamarca. Fui à experiência a um clube de 2.ª Divisão, mas profissional. Fui com um colega meu e as coisas acabaram por correr bem. Adorei a cultura dinamarquesa e o país. O clube era muito bem estruturado e com infra-estruturas boas. Tive de dar esse passo porque tinha outras ambições para a minha carreira e decidi aventurar-me. Tinha 19 anos na altura e tentei dar um passo profissional num clube fora. Só tive azar porque o treinador que me quis na altura, passado dois/três meses acabou por ir embora e eu acabei por perder espaço. Um jovem que está num país tão longe, não receber assim tanto para estar fora de casa, acabei por ter de tomar a decisão de voltar, começar de novo e fui para o Lusitano de Vildemoinhos que foi muito importante para mim. Abriu-me as portas, deu-me a possibilidade de mostrar o meu valor e acho que fiz uma época e meia incrível no Lusitano e foi aí que me catapultou para a 1.ª Divisão.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:













