
Muito carinho em Coimbra e uma goleada de sorrisos
A confiança era grande e confirmaram-se as melhores expectativas. O Café Mónaco encheu (como é habitual) para mais um jogo de Portugal no Campeonato do Mundo e, de facto, não faltaram motivos para brindar numa hora muito convidativa para assistir ao jogo entre amigos.
O hino foi entoado a plenos pulmões e uma confiança muito positiva na seleção nacional, bem a contrastar com uma semana de críticas de que foram alvo os rapazes liderados por Roberto Martínez.
Os palpites iam dos dois aos quatro golos antes do apito inicial. Os adeptos mais jovens elogiaram as mudanças “obrigatórias” de Roberto Martínez no onze, até mais do que criticaram a exibição do embate diante dos africanos. E a primeira metade foi de festa em festa e até um golo anulado aos uzbeques permitiu mais festa.
Cristiano Ronaldo abriu o ativo e voltou a colocar o seu nome na história como o primeiro a marcar em seis mundiais e superou Eusébio como melhor marcador luso em fases finais. No contexto atual, apareceu entre os “artilheiros” que têm deixado a sua marca. «Dizem que é velho, mas está lá e marca», ouviu-se de pronto. O livre de Nuno Mendes fez saltar os adeptos dentro do Café e na esplanada e seguiram-se mais brindes.
De resto, até o “tiro” que “era um golaço” uzbeque, mas foi anulado fez Coimbra celebrar e brindar. Veio o bis do capitão que muitos criticam e as dúvidas acabaram. «Há jogos e jogos. Neste estamos a ver outras dinâmicas, vejo um jogo mais fluído», disse Beto Moreira que apontou a «mais um ou dois golos» e acertou. Ao intervalo, os melhores prognósticos chegavam à “meia dúzia”. Fechou nos 5-0. Festa grande no Café Mónaco e no Bairro Norton de Matos. Carinho grande pela seleção que, certamente, vai continuar até, quiçá, à final.













