
PS elege Pedro Coimbra e reconduz Ricardo Lino
O deputado socialista Pedro Coimbra foi sábado eleito presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, cargo que já tinha exercido entre 2012 e 2020, nas eleições mais participadas dos últimos anos. Na eleição, disputada com o advogado Américo Batista, ex-membro do secretariado da Federação de Coimbra, Pedro Coimbra obteve 76% dos votos, contra os 24% alcançados pelo adversário político. Uma diferença superior a 1.100 votos.
Citado em nota de imprensa da coordenação da campanha, Pedro Coimbra considera que «foi uma vitória clara, sem margem para dúvidas», destacou «a grande participação em todo o distrito» e considerou que «é sempre muito bom quando a democracia funciona e os eleitores expressam a sua vontade de forma livre e plural».
Ao cumprimentar os adversários, o sucessor de João Portugal formulou o desejo de que todos possam «trabalhar juntos na afirmação do projeto do PS». Nesse objetivo, disse que estará «empenhado na defesa das grandes causas da Região», nas que «dão competitividade ao território e qualidade de vida às pessoas», seguindo, afirma, «o que sempre» tem feito na Assembleia da República». Estará também empenhado «na abertura, na renovação e rejuvenescimento do PS».
Por sua vez, Ricardo Lino, atual presidente da Concelhia de Coimbra do PS, foi reeleito com 67% dos votos, contra os 33% alcançados por Rui Moreira Claro. O vereador socialista na Câmara de Coimbra assinalou a vitória em 25 das 28 secções de freguesia, bem como o apoio dos 12 presidentes de Junta do concelho (eleitos na coligação Avançar Coimbra). A propósito, lembraria, em declarações ao Diário de Coimbra, que nas listas para as autárquicas entraram muitos socialistas que não eram militantes, mas que se inscreveram entretanto, «mais de 100 fichas», só que têm de aguardar seis meses para pleno direito e não puderam votar para os órgãos internos.
Sobre os resultados, Ricardo Lino entende que são uma responsabilidade e que foram um sinal de confiança e de legitimidade, consistente com o trabalho de três mandatos, em que sobressai, nas autárquicas, o reforço de Juntas de Freguesia e a conquista da Câmara de Coimbra, em contraciclo, de resto, com os resultados nacionais do PS. Sem eleições no horizonte do mandato que agora inicia, o líder da Concelhia, defensor do modelo de secções no concelho pela dinâmica e proximidade às populações, considera que é o momento para consolidar as estruturas locais do partido.
Quanto às questões surgidas no processo eleitoral, com acusações de irregularidades nos cadernos eleitorais e interposição de pedido de providência cautelar no Tribunal Constitucional, Ricardo Lino admite que possa haver alguma «incongruência» documental (estatutos versus regulamentos), mas lembra que houve uma decisão da Comissão Nacional de Jurisdição do PS.
Nas eleições de sábado foi ainda reeleita Olga Nunes como presidente da Comissão Política da Estrutura Federativa das Mulheres Socialistas, com 68,3% dos votos, superando largamente os 31,7% obtidos por Patrícia Rocha. Foi «o reconhecimento» do trabalho de quase quatro anos no distrito, meu e de toda a equipa», reagiu a vencedora, ao apontar como prioridades para o mandato «a aproximação das mulheres à política». As mulheres, acrescentou, representam mais de 50% da sociedade portuguesa e devem estar preparadas para as questões políticas perante retrocessos de direitos, da mulher e humanos, definindo o futuro que querem para si e para Portugal.
Congresso a 11 de julho
Os delegados eleitos têm congresso distrital marcado para 11 de julho. Antes, haverá reunião da Comissão Política Concelhia.
Recorde-se, ainda, que o Tribunal Constitucional solicitou ao PS, a 18 de junho, que se pronunciasse sobre a providência cautelar no prazo de cinco dias, ou seja, com prazo que termina após as eleições. Nesse cenário, Américo Batista, que ontem não quis prestar declarações, admitiu avançar com um pedido de impugnação das eleições.












