Areaclientedc
Última Hora
Pub Dc Ia Cyber 20260619
Pub Dc Facit26 20260609
Légua Esgotada
Pub

Manifesta 2028 quer ser motor de transformação da cidade

Ana Abrunhosa apresentou cidade como futura anfitriã da Manifesta 17 e ligou o projeto à regeneração da Rua da Sofia, à frente ribeirinha do Mondego e à revitalização da Baixa

Coimbra aproveitou a abertura da Manifesta 16 Ruhr, este fim de semana, na Alemanha, para reforçar a preparação da edição de 2028, que marcará a estreia de Portugal na bienal europeia nómada de arte contemporânea.

A presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, integrou a delegação portuguesa presente na abertura da Manifesta 16, numa deslocação enquadrada no processo de preparação da Manifesta 17. A comitiva incluiu também o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, representantes da Universidade de Coimbra, do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e técnicos municipais envolvidos na organização da edição que Coimbra vai acolher.

Ao longo dos últimos dias, a delegação portuguesa acompanhou visitas técnicas, encontros institucionais, apresentações públicas e momentos de trabalho promovidos pela International Foundation Manifesta, numa edição particularmente relevante para Coimbra por se tratar da bienal imediatamente anterior à que a cidade receberá em 2028.

No âmbito do programa oficial da abertura, Coimbra promoveu ainda uma receção institucional dirigida a representantes internacionais da Manifesta, parceiros culturais, entidades públicas e convidados da organização, para apresentar a cidade como futura anfitriã da bienal e dar a conhecer a visão da candidatura vencedora.
Foi nesse contexto que Ana Abrunhosa apresentou a Manifesta 17, sob o tema “A Sea of Trees”, como um projeto de transformação urbana, cultural e territorial, defendendo a cultura como instrumento de desenvolvimento económico, social e urbano.

A Manifesta é uma bienal europeia nómada de arte contemporânea que, desde 1996, percorre diferentes cidades

Na sua intervenção, Ana Abrunhosa destacou Coimbra como uma cidade que alia património, conhecimento, inovação e qualidade de vida, afirmando que a cultura deve ser encarada como um instrumento de desenvolvimento urbano, económico e social.

A presidente da Câmara ligou a futura bienal a um conjunto de intervenções e objetivos que o município tem vindo a assumir para a cidade. Entre os projetos destacados surgem a regeneração da Rua da Sofia, a valorização da frente ribeirinha do Mondego, a reabilitação de edifícios históricos, a mobilidade sustentável e a revitalização da Baixa de Coimbra. No discurso, Ana Abrunhosa procurou também enquadrar o tema escolhido para Coimbra na realidade territorial da região Centro.

A imagem de “A Sea of Trees”, afirmou, remete para uma paisagem marcada pela floresta e pela sua beleza, mas também pela vulnerabilidade e pelas cicatrizes deixadas pelos incêndios.

A Manifesta 17 deverá, por isso, servir igualmente de plataforma de reflexão sobre os desafios ambientais, sociais e territoriais contemporâneos, articulando criação artística, património, sustentabilidade e participação comunitária.

Ana Abrunhosa sublinhou ainda que a candidatura de Coimbra resultou de uma parceria entre o Município, a Universidade de Coimbra e o CAPC, atribuindo um papel central ao percurso da Bienal Anozero na afirmação da cidade no panorama da arte contemporânea.

A edição deste ano da Manifesta decorre na região alemã do Ruhr, sob o tema “This is not a church”, ocupando 12 igrejas desconsagradas distribuídas por Duisburg, Essen, Gelsenkirchen e Bochum. Segundo a agência Lusa, a bienal integra também participação portuguesa, com obras de Pedro Cabrita Reis, Sara Bichão e do coletivo PELE.

Criada nos anos 1990, a Manifesta distingue-se por mudar de cidade anfitriã em cada edição, promovendo projetos ligados às especificidades sociais, urbanas e culturais dos territórios que acolhem o evento.

A escolha de Coimbra para receber a edição de 2028 foi anunciada oficialmente esta semana e representa a primeira vez que a bienal terá lugar em Portugal.

Junho 22, 2026 . 20:01

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
95 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right