
Câmara de Coimbra fez proposta de 1 ME para comprar edifício ponte da Metro Mondego
A Câmara de Coimbra fez uma proposta de um milhão de euros para comprar o edifício ponte da Metro Mondego, junto aos Paços do Concelho, para ali instalar serviços municipais, afirmou hoje vereador do executivo.
O vereador com a pasta das finanças e equipamentos municipais, Luís Filipe, afirmou hoje que fez uma proposta de um milhão de euros para adquirir o edifício ponte, situado por cima da chamada via central, na Baixa de Coimbra, criada a pensar na passagem do troço do ‘metrobus’ (autocarro articulado em via dedicada).
Em reunião do executivo, hoje, Luís Filipe afirmou que o município já reservou um milhão de euros, recordando que o edifício está “praticamente acabado” e situado próximo dos Paços do Concelho.
“Fizemos uma proposta de aquisição no sentido de colocar funcionários municipais [naquele edifício] e melhorar a qualidade do espaço” de trabalho dos funcionários, afirmou, recordando que o atual executivo tinha como objetivo melhorar as condições dos trabalhadores da autarquia no primeiro ano de mandato.
De acordo com Luís Filipe, apesar de estar reservado um milhão de euros, o município ainda não conhece “o valor final do edifício”, referindo que a aquisição será feita com recurso a receitas próprias.
O vereador justificou esta decisão ao invés da compra de um edifício por reabilitar por essa opção poder demorar dois ou três anos, o que não seria “compatível” com o objetivo do executivo a curto prazo de melhorar as condições do local de trabalho dos funcionários.
José Manuel Silva, anterior presidente da Câmara e agora vereador na oposição, considerou que o município não deveria “adquirir edifícios de elevado interesse comercial, porque nele se podem instalar empresas, comércio e pessoas a viverem que conferem outra dinâmica à Baixa”.
“Mais vale à Câmara investir em edifícios de menor valor comercial para instalar serviços, que os serviços trazem pessoas das 09:00 às 17:00. Não acrescentam à dinâmica da Baixa. Na minha ótica, é um desperdício”, disse o vereador eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/IL/Nós, Cidadãos/PPM/Volt/MPT).












