
Comandante Sub-Regional defende proteção civil à escala da região
O comandante sub-regional de Coimbra da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Carlos Luís Tavares, afirmou, na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais, na quinta-feira, que a organização da proteção civil à escala da região de Coimbra tem sido uma «mais-valia» para a região.
«Na minha opinião, trabalharmos com as comunidades intermunicipais é uma mais-valia e a região de Coimbra tem provado isso», afirmou Carlos Luís Tavares, dando exemplos dos investimentos que a região já fez para «criar resiliência» e, sobretudo, o facto de a região falar a uma só voz. «Falamos com todos os autarcas ao mesmo tempo. Também é verdade que éramos 17 municípios e passámos a 19. O nosso distrito não foi dividido e, como tal, temos essa vantagem», admitiu, frisando, contudo, que implementará e cumprirá com o que o Governo decidir.
Recorde-se que, no âmbito da nova lei orgânica da Proteção Civil, que deverá entrar em vigor até ao final de 2026, os municípios da Mealhada e Mortágua, bem como a Região Metropolitana de Coimbra, tem contestado uma organização da Proteção Civil à escala distrital, o que implicaria passar os dois municípios para a esfera de Aveiro e Viseu, respetivamente. Tanto os municípios como a Região Metropolitana de Coimbra têm alegado que o atual modelo tem funcionado bem e recordam todos os investimentos que já foram feitos.
Apelo ao investimento no SIRESP
Sobre o SIRESP, admitindo «vulnerabilidades« que é preciso corrigir, Carlos Luís Tavares garante ser «a melhor rede» que conheceu enquanto operacional. «Por favor, invistam nesta rede. Vamos colmatar as vulnerabilidades que a rede tem para a tornar mais resiliente, porque é bom para o país e é bom para todos nós», afirmou, na sessão de resposta às questões colocadas pelos deputados. Carlos Luís Tavares lembrou que em teatro de operações podem estar «mil pessoas e se for preciso 700 rádios, tudo a falar». Além disso, frisou que na Região de Coimbra, sempre que é detetada uma zona sombra, onde não há comunicações, o procedimento é avisar o SIRESP «para que essa zona possa ser coberta com uma antena». «É assim que trabalhamos. Se há uma zona sombra, tenta-se corrigir e ultrapassar essa questão», declarou.
Numa sessão em que foi elogiado pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito por falar «com paixão» e «com conhecimento» da proteção civil, Carlos Luís Tavares alertou ainda para a necessidade do país continuar a investir no combate aos incêndios. «Enquanto não tivermos o problema da prevenção resolvido, vamos ter de continuar a investir no combate, mas, efetivamente, há um longo caminho a percorrer e isso não tem sido feito», declarou.













