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“Memórias de Cadima” em obra de identidade local

Manuel de Oliveira é o autor do livro que compila as crónicas que foi publicando ao longo dos anos na imprensa local

Crónicas dedicadas a episódios marcantes da vida de Cadima, que foram sendo publicadas ao longo dos anos, estão agora compiladas numa obra única, da autoria de Manuel de Oliveira, apresentada recentemente como «importante testemunho da memória e da identidade local». A obra “Memórias de Cadima”, assim se intitula, foi dada a conhecer no salão do Edifício dos Comendadores, em Cadima.

«Um livro que escrevi, mas que não é meu, nem é de quem o patrocinou, é antes nosso, de todos nós leitores, e muito especialmente daqueles que virão depois de nós», afirmou o autor, na apresentação da obra, garantindo que não se assume como escritor, mas «apenas um escrevedor». «Um escrevedor que, sem falsos vaidosismos, sente a obrigação de fixar no papel algumas memórias que conhece, ou pensa conhecer, para que não se percam na voragem do esquecimento».

“Memórias de Cadima” resulta de um desafio lançado ao autor pela Junta de Freguesia local. Mas muito antes do convite, na cabeça de Manuel de Oliveira pairava a ideia de uma Monografia de Cadima, que foi desaparecendo à medida que entendeu que esse projeto implicaria mais do que aquilo que poderia dar. Foi, por isso, escrevendo crónicas, que publicou num jornal local, «com algum interesse histórico sobre Cadima».

Surge, então, perante o desafio da Junta de Freguesia, a compilação dessas mesmas crónicas, a que juntou uma introdução histórica, também da sua autoria. Entendeu depois que precisava de uma revisão mais atenta de um especialista na matéria e por isso Manuel de Oliveira desafiou a historiadora Maria Alegria Marques, autora do livro “Foral de Cadima”, pedindo-lhe «o seu sábio saber». «Considero que teria sido um rotundo fracasso avançar sem a sua preciosa intervenção», admitiu o autor.

«Outras matérias se foram juntando, ilustradas com fotografias, figuras e gravuras, aumentando exponencialmente o número de páginas», contou ainda, na apresentação da obra que tem capa da autoria de Celestino Alves André, escultor do concelho de Cantanhede.

«Mais do que escrever, o mérito está em fazê-lo com verdade e eu, apesar de algumas limitações, procurei ser o mais rigoroso na elaboração desta obra», declarou o autor.

Carlos Gregório, presidente da Junta de Cadima, enalteceu a «dedicação e empenho» do autor, responsável por uma obra que « servirá para futuros trabalhos acerca da História e tradições do território da freguesia» e permitiu perpetuar episódios que apenas estavam na tradição oral.

Junho 18, 2026 . 09:00

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