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Alberto Osório de Castro

Junho 14, 2026 . 13:30
Centenário da morte de Camilo Pessanha (1926-2026) - Texto de opinião de António Apolinário Lourenço

Alberto Osório de Castro nasceu em Coimbra, a 1 de março de 1868. É imprescindível a sua inclusão nestas crónicas de homenagem a Camilo Pessanha, pois foi sem dúvida o mais íntimo amigo do autor de Clepsidra, o único a quem este abria sem reservas nem pudor a intimidade do seu coração.

Apesar de estarem ligados por (longínquos) laços de parentesco, o convívio entre os dois poetas não terá sido estreito antes de terem sido condiscípulos na Universidade de Coimbra.

Tornam-se então amigos muito próximos, e Camilo Pessanha veio a conhecer toda a família de Alberto Osório, incluindo o pai deste, João Baptista de Castro, que visitou em Setúbal por diversas vezes e que trata por primo nas cartas que lhe escreve. Pela irmã, Ana de Castro Osório, nutriu um amor que não foi correspondido.

Temperamentalmente, os dois amigos têm personalidades muito diferentes. Alberto Osório não só participou nas publicações literárias juvenis de Coimbra, como a Boémia Nova ou Os Novos, como chegou a fundar, em Mangualde, o seu próprio jornal, O Novo Tempo, no qual publicou vários textos de Camilo Pessanha, com destaque para um conjunto de artigos em prosa, com o título genérico de “Crónicas da Alta”. Psicologicamente muito mais estável e determinado que o seu amigo, Alberto Osório de Castro revela, relativamente a Camilo Pessanha, já acometido por enfermidades incapacitantes nos seus tempos de Universidade, um evidente instinto protetor.

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