A MORTE DO PRINCÍPE, ANTÓNIO MELIÇO SILVESTRE
O país perdeu um dos melhores, um visionário, uma pessoa rara e inspiradora. Não acontece com frequência, tantos e diferentes reconhecerem que ele era merecedor de aplausos. A vida do Professor António Meliço Silvestre, catedrático jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, foi cheia e vivida. Na sua presença o mundo parecia melhor, a sua áurea enlaçava-nos, criava um campo magnético onde a esperança se misturava com o oxigénio, ajudava-nos a olhar o horizonte e com bonomia a desconstruir o pessimismo. A sua filosofia de vida ajudou muito Coimbra e os Hospitais da Universidade de Coimbra, principalmente, a ganhar escala internacional. Depois dos seus mandatos como presidente do Conselho de Administração de 1988 a 1996, os CHUC perderam a notoriedade que seu o carisma e personalidade emprestavam à função. Qualquer visita oficial de um Presidente da República ou Primeiro-ministro tinha obrigatoriamente que contemplar uma visita aos Hospitais da Universidade de Coimbra. Nessa altura Coimbra tinha peso político em Lisboa e isso fazia-se sentir no Ministério da Saúde, na Cultura, na Presidência da Assembleia da República. É preciso lembrar que nesse período era reitor da Universidade de Coimbra o Professor Rui de Alarcão.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:








