A nova face da Ação Social
Se atualmente existe uma barreira que verdadeiramente condiciona o acesso, frequência e conclusão do ensino superior é, inequivocamente, a escassez de alojamento estudantil e as problemáticas associadas ao Modelo de Ação Social em vigor.
Não obstante, há já vários anos que os agentes do setor, em particular o Movimento Associativo Estudantil, apelavam a uma reestruturação da metodologia de atribuição de bolsas e apoios aos estudantes de ensino superior que, de certo modo, se adequasse às realidades locais e regionais de cada instituição, enveredando por um sistema equitativo, não igualitário.
Uma rápida análise aos principais indicadores socioeconómicos do nosso país depreende conclusões óbvias - estudar em Lisboa ou em grandes centros urbanos é mais dispendioso que em zonas mais descentralizadas no nosso país.
Esta lógica acabaria por moldar a reforma que a tutela apresentou em dezembro do ano passado, repensando por completo o Modelo de Ação Social no Ensino Superior, quebrando com a prática uniformizante que observámos ao longo dos últimos anos, apostando simultaneamente numa tendência progressiva dos apoios sociais, revendo em simultâneo uma série de aspetos fundamentais nomeadamente a definição de Estudante Deslocado, entre outros.
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