
Torres do Mondego preserva história e memória
João Pinho é o autor da obra “As Torres do Mondego na Barca da História”. Uma obra de investigação histórica, que retrata as origens da mais nova freguesia do concelho de Coimbra, as suas tradições e especificidades. Um projeto que pretende preservar a memória e transmitir esse legado às gerações vindouras. A obra foi apresentada esta manhã, numa sessão realizada no salão nobre da Junta de Freguesia, que juntou o autor, o atual e o antigo presidentes da Junta de Freguesia, o vereador Ricardo Lino e uma não esperada presença, já no final, da presidente da Câmara Municipal, Ana Abrunhosa.
Paulo Cardoso, antigo presidente, apresentou a obra, deixando claro que se trata um projeto em aberto, que pretende “abrir o apetite” a novos contributos e a um maior enriquecimento, com novas histórias que ficaram por contar nesta primeira edição.
Depois da cerimónia de apresentação da obra literária, seguiu-se a inauguração da obra artística, igualmente pautada pela salvaguarda da memória e da identidade da freguesia e das suas gentes. Uma viagem curta que levou a comitiva ao Casal da Misarela, onde Ana Abrunhosa, acompanhada pelo autor da obra, Bruno Neto, inaugurou o mural de homenagem às lavadeiras de Torres do Mondego. Uma obra artística, de cores garridas, que dá vida à memória de muitas mulheres da freguesia, algumas ainda vivas, e a uma tradição que o Rancho Rosas do Mondego, continua a manter viva, com a recriação anual, marcada para 8 e 9 de agosto.
Já nas Carvalhosas, sem direito a visita, dada a maior distância, foi inaugurado um segundo mural, também da autoria de Bruno Neto, este evocativo da confeção da broa e da apanha da cereja, que também era um produto característico da freguesia, do qual hoje resta a memória. Aliás, o historiador João Pinho lembrou que a cereja chegou a ser o único produto exportado com origem no concelho de Coimbra.












