
Vinho e sabores da terra são atrações na Cordinhã
Quando o vinho que se produz na freguesia da Cordinhã se une aos sabores tradicionais da gastronomia dá origem a um certame que já leva 22 anos de história e, a cada edição, mantém firme uma imagem de marca: a cerveja não entra.
É assim e assim vai continuar a ser na Feira do Vinho e da Gastronomia da Cordinhã, que ontem arrancou e, até amanhã, promete momentos de boa disposição às gentes da terra e aos visitantes, como João Pinto, residente em Cantanhede.
«Venho à procura de amigos, venho à procura de boa comida e de estar com a minha família», adiantou ao Diário de Coimbra. Para começar escolheu a Tasquinha do Lavrador do Rancho Folclórico Os Lavradores de Cordinhã, mas ficou prometida uma visita às duas outras coletividades presentes com iguarias tradicionais: a da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Saúde e a da ACRCordinhã.
Nesta última, à semelhança do que acontece nas últimas três edições, a cozinha “está entregue” à mestria do chef Nenuco. A trabalhar no Algarve, faz questão de tirar uns dias, sempre por altura da Feira do Vinho e da Gastronomia, para ajudar. A ementa é certo que assenta nos «sabores da terra», com propostas como os negalhos, chanfana ou leitão, entre outros, sem esquecer as sobremesas, também elas tradicionais: arroz doce, pão de ló, filhoses ou leite creme são doces tentações que não faltam no certame onde o vinho é a principal estrela.
«Cordinhã é vinho e de qualidade», sublinha Nuno Santos, presidente da Junta de Freguesia, destacando o branco, o tinto e os espumantes (estes, obrigatoriamente, com rótulo).
Na feira, podem ser degustados néctares de cerca de 25 produtores locais, que antes passaram por uma seleção.
Motivo de orgulho para Nuno Santos são também as quatro marcas de vinho que existem, atualmente, numa freguesia com apenas 980 eleitores. São elas Ó21, Pedra Só, Kompassus e Niepoort Quinta de Baixo
«Quem quiser ter baga tem de vir ao terroir de Cordinhã», salientou, em jeito de brincadeira, mas com a certeza de que os vinhos que saem das vinhas da sua freguesia se distinguem pela qualidade. A quantidade «já foi chão que deu uvas», salientou Nuno Santos.
Para os apreciadores, acrescentou, há também sangria, mas as frutas permitidas são as tradicionais maçã, laranja e pouco mais.
O certame foi inaugurado ontem ao final da tarde, com a presença da presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio, e elementos do executivo, assim como autarcas das freguesias vizinhas.
A animar os primeiros momentos da feira estiveram os Gaiteiros Popular 21, de Quiaios, e ainda os Sons do Mondego, de Penacova.

Pasteleiras pela Rota das Adegas e Hora da Sangria no programa do dia
O passeio de pasteleiras pela Rota das Adegas é um dos destaques do dia, numa iniciativa da ACRC – RTP Tinto, com início às 15h30. Participam, este ano, cinco adegas particulares e ainda a Pedra Só.
As tasquinhas abrem às 12h00, seguindo-se uma tarde cheia de animação, que entra pela noite dentro.
Pelas 19h00, há a Hora da Sangria, que marca a reabertura dos espaços de gastronomia para os jantares.











