Areaclientedc
Última Hora
Pub Dc Aecoimbra 20260528
Pub Dc Rfm Somnii 20260527
Legua Dc
Pub

“Unimos as motivações de cada um em prol de um bem maior”

Fábio José estreou-se como treinador principal nos seniores e levou o “regressado” Almalaguês ao título de campeão da 1.ª Divisão AFC sem qualquer derrota. Uma época de sonho para o conjunto que faz a “Milheiriça” de casa. Mescla de experiência e juventude e compromisso foram fundamentais

Diário de Coimbra O que o fez aceitar o desafio do Almalaguês?
Fábio José Eu treinei durante muitos anos a formação, já tinha treinado praticamente todos os escalões e tinha um bocadinho a ambição de entrar nos seniores. Havia duas formas de fazer isso. Ou era num contexto mais “profissional”, digamos assim, numa Elite mas junto de alguém ou havia uma possibilidade que era deste género que era um contexto sem grande pressão. No fundo, co­mo eu dizia a brincar, ia ser o melhor treinador dos últimos 23 anos e o pior também. O convite acaba por surgir através de um outro treinador que é meu amigo, o Rafa Paula, que está no Mocidade que sugeriu o meu nome. E acabei por vir aqui reunir com eles e aceitar o projeto.

A que sabe a conquista deste título? Surpreendeu-o?
Surpreendeu a forma como foi. Uma das primeiras perguntas que o presidente me fez, foi se com os atletas que eles já se tinham comprometido se eu achava se íamos ser competitivos e eu tinha a certeza que sim. Agora, sermos competitivos é uma coisa e ganhar um campeonato em que estamos 28 jogos sem perder, a diferença é muito grande. Acho que depois a forma como as coisas foram feitas e a forma como nos unimos foi decisiva. Todos os jogadores tinham uma motivação diferente para estar aqui, os mais velhos tinham uma motivação de serem da terra, havia miúdos que tinham uma motivação de serem daqui e de quererem crescer no clube da terra deles, havia outros que tinham uma motivação de virem comi­go e de gostarem de trabalhar comigo. Unimos as motivações de cada um e procurámos um bem maior e acho que nós conseguimos fazer isso de uma forma muito interessante, mui­to capaz e acho que isto sabe muito bem, porque é um esforço muito grande. Jogadores que deixam as famílias em casa, outros trabalham longe e acabam por privar-se do tempo com a família para vir ao treino, nós treinadores temos de planear tudo e gerir 30 jo­gadores e 30 egos. Depois, acabar desta maneira, é mesmo gratificante.

Há aqui um núcleo duro de malta mais experiente e aqui da terra. Sentiu-se sempre bem acolhido?
Sempre bem acolhido. Tinha estado no Vigor na formação e acabei por ajudar o Paulo Machado nos seniores e dois dos jogadores que estão aqui, já estavam lá, o Rui Daniel e o Fachada, e eu conhecia-os. E foram as primeiras pessoas com quem eu falei. Perceber se eles vinham e em que condições vinham. Um bocado como forma de me proteger porque ter 31 anos como eu tinha quando aceitei, nunca ter treinado seniores como treinador principal e vir para um clube que é bairrista tinha muito que se lhe dissesse. Tendo o apoio de determinados jogadores é muito importante.

Para continuar a ler este artigo

Se ainda não é
nosso assinante:
Assine agora
Se já é nosso
assinante:
Inicie sessão
Junho 4, 2026 . 11:23

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
95 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right