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Marcha do vapor

Junho 3, 2026 . 14:33
Leia o artigo de António Jorge Lé, memorialista

O trecho é antigo, foi marcha-hino de um rancho e pela sua beleza melódica e mérito atingiu o estatuto de hino da Figueira! A Marcha do Vapor, composta no início do século XX, é de autoria musical de Manuel Dias Soares (1867-1938), regente da “Dez d’ Agosto” e profissional de joalharia na área da gravação, e contém palavras inspiradas do poeta figueirense António Pereira Correia (1860-1929). Esta obra musical insere-se num contexto estilístico fortemente influenciado pela música de cariz filarmónico, embora tenha sido composta para hino do então “Rancho do Vapor” – agrupamento de folclore estilizado singular, citadino, com coreografias específicas para salão, onde o azul e branco exaltavam, à guisa de homenagem, as fardas dos marinheiros.

O tempo foi passando, mas a beleza singela da Marcha do Vapor inebriou, resistiu e intensificou-se aqui e além, até integrando repertórios de bandas militares. Em 1935, no primeiro dia do mês de S. João, realiza-se uma festa de louvor ao tema e aos inspirados autores

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