
Inteligência Artificial em vários projetos na Celbi com colaboração das equipas
Fazer medição de fluxos de madeira sem recorrer a processos manuais. Apurar o consumo de madeira num período específico e ter uma resposta, praticamente, imediata. Permitir o check-in 100% automático na receção do parque de madeiras ou detetar espécies de madeiras através de uma aplicação com visão computacional. Estes são apenas alguns dos projetos em curso e desenvolvimento na Celbi (Grupo Altri), na Marinha das Ondas, que demonstram as mais-valias das aplicações da Inteligência Artificial (IA) na indústria.
Na segunda sessão do ciclo de conferências TertulIAs, organizado pela Coimbra iTEC, a empresa de produção de pasta de papel de fibra curta, sediada no concelho da Figueira da Foz, recebeu cerca de meia centena de participantes, que ficaram a conhecer “por dentro” o processo de transformação.
A anteceder uma visita à fábrica, Fátima Carneiro, diretora de transformação de processos e digitalização da Celbi, deu a conhecer como os processos da área digital fazem a diferença numa empresa que produz 800 mil toneladas de pasta por ano.
«Para nós, fazer Inteligência Artificial parece e pode ser fácil, mas se estivermos assentes em dados com má qualidade», há o perigo de chegar a resultados indesejados, adverte. «É por isso que, antes de aplicarmos qualquer mecanismo de IA, temos de ter aqui o acesso a dados com qualidade», reforça Fátima Carneiro, especificando alguns dos projetos, de que é exemplo a medição dos fluxos operacionais, através de um pórtico que permite «fazer a medição da madeira sem recorrer a processos manuais», aplicando o digital em fluxos que dependiam apenas dos colaboradores.
«Temos também em curso uma aplicação com visão computacional para deteção de espécies de madeiras», frisou, referindo que a tecnologia pode ser utilizada «para auxiliar operadores técnicos com muita experiência» e preparar o futuro.
No seio da empresa nasceu também o Dr. Fiber, uma espécie de ChatGPT interno, que permite o acesso automatizado a um conjunto de informações, explicou a diretora de transformação de processos e digitalização
«O que é que nós temos vindo a trabalhar no âmbito digital? Ajudar as equipas de engenharia de processo e também da produção de identificar variáveis críticas», explicou Fátima Carneiro, ao destacar que nos chamados modelos de “machine learning”, se não se tiver «a interligação com as equipas técnicas, o modelo pode não ter a utilidade para a qual estado montado».












